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Ponte Preta 0 x 0 Guarani: o que as estatísticas mostram

Defesa bugrina segura as pontas no Dérbi em dia de pouca produtividade ofensiva

Depois de ter várias oportunidades no jogo anterior, Bruno Mendes foi pouco acionado no Dérbi e passou em branco (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O Guarani brilhou em todos os setores e o coletivo foi o destaque na vitória sobre o Atlético-GO, na terça-feira. Como é difícil imaginar que aquele desempenho se repita em todos os jogos, o time oscilou no Dérbi, mas, se o ataque não conseguiu ter muita produtividade, a defesa bugrina foi responsável por segurar as pontas no empate em 0 a 0, no Moisés Lucarelli, que foi visto como bom resultado pelos visitantes.

Quando se observa apenas os números do confronto, é possível perceber extremo equilíbrio, afinal a posse de bola foi muito parelha (50,4% a 49,6% para os donos da casa), o número de passes certos foi parecido (244 a 235) e até o número de finalizações totais (11 a 8). O jogo, porém, se desenhou de maneira diferente entre as duas etapas.

O primeiro tempo foi um prato cheio para quem gosta de uma partida intensa. Embora sem grande primor técnico, Ponte e Guarani entregaram muita disposição e vontade para disputar cada bola ou palmo de campo. Prova dessa disputa em campo é que as duas equipes, em apenas 30 minutos de partida, já haviam conseguido juntas 11 desarmes.

O jogo do Bugre na etapa inicial se baseou quase que exclusivamente pelas investidas no lado direito, com 44% da posse de bola por aquele espaço. A dupla formada por Kevin e Matheus Oliveira teve 13 combinações e ainda contou com a colaboração de Ricardinho. Não à toa, a principal chance do primeiro tempo e que seria também a do jogo foi com o camisa 11, que exigiu grande defesa de Ivan.

Do outro lado, Pará e Jefferson Nem não foram alternativas efetivas de ataque. O lateral, além disso, ainda tinha que se preocupar com os avanços de André Luís. Foi justamente depois de uma confusão entre os dois, com cartões para ambos, que o Guarani viveu seu momento mais delicado no primeiro tempo, com o adversário imprimindo o ritmo e dando trabalho a Agenor.

O segundo tempo do Alviverde foi praticamente apenas de destruição. Se antes do intervalo o lado direito ainda funcionava com investidas capazes de trazer desconforto ao rival, depois a equipe perdeu completamente o ímpeto e foi inofensiva. Foram apenas três finalizações e nenhuma no gol. Destaque na rodada anterior pelo número de chances que teve, Bruno Mendes passou despercebido. O atacante levou a pior na disputa com os zagueiro, com apenas uma tentativa de chute e nove perdas de posse. Além disso, era difícil segurar a bola lá na frente, com apenas 18% de posse no último terço.

Aos poucos, o domínio territorial dos donos da casa foi aumentando, mas a partida deixou de ser disputada no gramado e passou a ser uma batalha aérea. O Guarani, por exemplo, não chegou a 100 passes na etapa complementar, mas abusou dos lançamentos na tentativa de afastar a pressão, enquanto a Ponte Preta utilizava esse artifício como estratégia para ganhar a segunda bola.

À rigor, as únicas oportunidades realmente claras de gol foram na cabeçada de André Luís, numa bola parada, detida por Agenor, e depois com Junior Santos, que facilitou a recuperação de Ferreira. Além disso, os mandantes reclamam de um suposto pênalti de Ferreira sobre André Luís, que o auxiliar quis dar, mas o árbitro não acompanhou.

Embora oportunidades tenham sido raras, a defesa bugrina não teve um segundo de sossego, mas conseguiu cumprir com muita competência sua missão. O time bateu o recorde próprio de desarmes (21) e rebatidas (56). Nas duas estatísticas, o principal destaque foi o zagueiro Philipe Maia, com cinco roubadas de bola e 18 bolas afastadas da área bugrina.

Os instantes finais foram de muita apreensão, principalmente pela insistência da Ponte Preta em jogar a bola na área. Foram 12 cruzamentos nos 15 minutos finais, com direito a uma sequência de escanteios, mas a retaguarda do Guarani segurou a onda, o placar não foi mexido e valeu um ponto que, pelas circunstâncias da partida e pelo que defesa e ataque fizeram, ficou de bom tamanho para o Alviverde.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Ponte Preta 50,4% x 49,6% Guarani
Passes certos: Ponte Preta 244 x 235 Guarani
Passes errados: Ponte Preta 42 x 32 Guarani
Finalizações certas: Ponte Preta 4 x 2 Guarani
Finalizações erradas: Ponte Preta 7 x 6 Guarani
Desarmes: Ponte Preta 19 x 21 Guarani
Cruzamentos: Ponte Preta 26 x 15 Guarani
Lançamentos: Ponte Preta 48 x 59 Guarani
Escanteios: Ponte Preta 9 x 4 Guarani
Faltas cometidas: Ponte Preta 18 x 17 Guarani
Rebatidas: Ponte Preta 40 x 56 Guarani

 

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