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Estatísticas

Guarani 0 x 2 Paysandu: o que as estatísticas mostram

Time esbanja apatia e falta de respeito ao torcedor bugrino

Uma das alternativas tentadas por Umberto Louzer, Guilherme foi outro que não acrescentou em nada ao time: desempenho catastrófico marcou derrota (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

Era difícil imaginar qual comportamento o Guarani adotaria na partida contra o Paysandu. Depois de ver a rodada colaborar bastante com tropeços de times que estão na briga pelo acesso, poderia ser a chance de tentar dar início a um milagre. Por outro lado, as remotas chances indicavam um time sem pretensões, por mais que o discurso da semana tenha sido de ‘ter dignidade’. Mas talvez nem o mais pessimista torcedor bugrino imaginasse uma atuação tão medíocre. Apático e desinteressado, o time foi uma vergonha em campo e protagonizou uma falta de respeito com aqueles que se dispuseram a ir no Brinco de Ouro ver tamanho vexame.

Foi uma partida em que o Alviverde talvez não conseguisse ganhar pelos méritos que teve o adversário, mas ter o mínimo de dedicação era inegociável. E o time em momento algum mostrou desejo de vencer o jogo, gana para tentar superar um rival desesperado na luta contra o rebaixamento, mas que atuou como se estivesse com vaga garantida na primeira divisão.

Um olhar superficial sobre os números do confronto apontam um domínio do Guarani, afinal o time teve 63,6% de posse de bola e bateu o recorde particular em passes certos na Série B (507). Uma visão mais aprofundada sobre essas estatísticas, no entanto, mostra como tudo isso foi enganoso e se teve um clube que se dispôs a jogar futebol, ele foi o Paysandu.

Foram 93 minutos de desolação. O começo apresentou um Paysandu corajoso, fazendo marcação alta e forçando os donos da casa ao erro. Tivesse mais qualidade e iniciativa, o Bugre talvez conseguisse se aproveitar da necessidade do rival, mas desde o início a equipe se entregou. Foram 17 perdas de posse da equipe apenas nos primeiros 30 minutos. Os erros de multiplicavam em todos os setores e um deles na defesa, com a desatenção de Philipe Maia e Romário, além da afobação de Agenor, culminaram no primeiro gol.

A partir dali, começou o festival de toque de bola inútil do Guarani. Em apenas 14% do tempo o Alviverde teve a posse de bola no campo de ataque. Do total de passes trocados pelo time, 64% foram no próprio campo e apenas 36% em território inimigo. Sem o mínimo de criatividade, a bola ficava rodando entre zagueiros, laterais e volantes. Não à toa, foram 22 passes de Kevin para Ferreira, 20 de Kevin para Ferreira e 18 de Ferreira para Philipe Maia.

No intervalo, Umberto Louzer tentou mudar o que não vinha funcionado. Protagonistas de atuações deprimentes, Matheus Oliveira e Rafael Longuine deixaram o campo. Rondinelly e Guilherme tinham a missão de ao menos trazer alguma vida ao ataque bugrino, mas com apenas quatro minutos em campo viram o Paysandu marcar o segundo.

Foi o suficiente para o jogo ‘acabar’. Qualquer tentativa de reação foi por terra e o jogo seguiu a mesma toada do primeiro tempo. O Guarani trocando passes à exaustão sem objetividade e o Paysandu bastante à vontade. Quando tentou sair da mesmice, o Bugre não foi efetivo, afinal acertou apenas uma das 12 finalizações tentadas. Já o Papão entrava na defesa adversária como quisesses e todas as suas oito conclusões, sendo cinco certas, foram de dentro da área.

Nesse marasmo, a partida se arrastou até o fim e só não foi pior para os mandantes porque faltou capricho ao Paysandu, que só tinha uma vitória em 17 jogos como visitante na Série B e NUNCA havia vencido dentro do Brinco de Ouro. Sem precisar forçar e muito, conseguiu um resultado que lhe mantém vivo na luta contra o rebaixamento.

Quem não tem mais vida em 2018 é o Guarani. Agora, vai a campo para dois compromissos melancólicos contra Brasil de Pelotas e Londrina em que nem a desculpa de jogar com dignidade e honra poderá ser dada. O mínimo a se fazer é ter um pouco mais de hombridade e respeito do que tiveram na partida deste sábado.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Guarani 63,6% x 36,4% Paysandu
Passes certos: Guarani 507 x 210 Paysandu
Passes errados: Guarani 39 x 53 Paysandu
Finalizações certas: Guarani 1 x 5 Paysandu
Finalizações erradas: Guarani 11 x 3 Paysandu
Desarmes: Guarani 14 x 8 Paysandu
Cruzamentos: Guarani 8 x 15 Paysandu
Lançamentos: Guarani 39 x 35 Paysandu
Escanteios: Guarani 1 x 5 Paysandu
Faltas cometidas: Guarani 12 x 12 Paysandu
Rebatidas: Guarani 30 x 25 Paysandu

 

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