O torcedor que for ao Brinco de Ouro na tarde desta terça-feira muito provavelmente não deixará o estádio sem ver a rede balançar. Pelo menos é o que indica o desempenho de Guarani e Atlético-GO durante as 21 rodadas já disputadas da Série B do Brasileiro. Os jogos dos dois times são aqueles que mais saem gols no campeonato e, assim como ambos estão entre os principais ataques, também sofrem com as irregularidades de suas defesas.
O Bugre é dono do terceiro melhor ataque do torneio, com 31 gols, e o setor ofensivo tem mantido um bom padrão nos últimos jogos – marcou dois gols nas últimas quatro partidas. Por outro lado, o sistema ainda inspira muitos cuidados, afinal o time foi vazado 26 vezes. Na última rodada, terminou o jogo sem levar gol pela primeira vez após seis partidas e, nesta terça-feira, tentará repetir a dose pela primeira vez na Série B.
Do outro lado do confronto, o desequilíbrio também impera. O Atlético é o segundo clube que mais balançou as redes adversárias, com 32 tentos, e em apenas três oportunidade terminou uma partida sem marcar. Lá atrás, porém, as coisas não caminham tão bem assim. Com 28 gols sofridos, o Drgão tem a terceira defesa mais vazada do campeonato, à frente apenas de Sampaio Corrêa e Boa Esporte, dono das duas piores campanhas.
Em busca de mais um resultado positivo, que ao Guarani pode valer a entrada no G4 e ao Atlético a possibilidade de seguir no grupo dos quatro primeiros, cada time aposta em seu protagonista. O Bugre conta com o meia Rafael Longuine – que ainda não foi confirmado como titular -, autor de oito gols. Os goianos se apegam na boa fase do atacante Júnior Brandão, alvo recente do Santos e que já anotou nove tentos – é um dos goleadores ao lado de Lucão, do Goiás.
Para os dois treinadores, a promessa é de jogo bom. “Eles também têm tido essa dificuldade (de gols sofridos), mas com um ataque positivo. Nos últimos jogos, eles vêm de seis vitórias, três empates e uma derrota. É jogo de postulantes ao G4 e que fazem uma campanha para merecer estar ali”, diz Umberto Louzer, comandante bugrino.
“São duas equipes que gostam de jogar, da posse de bola e com ataques envolventes com grande poder de fogo. Se não entrar em campo organizado, pode correr riscos. Será um jogo empolgante, como foi no primeiro turno, acrescenta Cláudio Tencati, técnico do Atlético.