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Em nova função, Fumagalli quer seguir pé quente em Dérbis

Agora coordenador, ex-jogador tem três vitórias e três gols em seis clássicos

Fumagalli em campo no último Dérbi e agora no novo cargo fora de campo: realidades distintas, mas a mesma ansiedade para o jogo (Fotos: Luciano Claudino/Código 19 e Letícia Martins/Guarani Press)

Há praticamente um mês, Fumagalli se despedia dos gramados para viver uma nova realidade. Enquanto ainda se acostuma com o novo desafio, o ídolo bugrino já terá a oportunidade de voltar a vivenciar um Dérbi. É verdade que de uma maneira bem diferente a que ele está habituado. Se antes ele tinha a possibilidade de ser decisivo – e foi algumas vezes – agora ele acompanha de fora do campo e tenta ajudar das maneiras possíveis. Há algo, no entanto, que o ex-meia não quer mude. Com bom aproveitamento em clássicos nos tempos de jogador, Fumagalli quer seguir pé quente em jogos contra a Ponte Preta.

Foram seis partidas disputadas no maior clássico do Interior, com três vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com alguns momentos marcantes. Logo no primeiro, em 23 de novembro de 2000, pelo Campeonato Brasileiro, Fumagalli apareceu, aos 38 minutos do segundo tempo, para marcar o gol que garantiu a vitória de virada por 2 a 1, no Brinco.  No ano seguinte, pelo Paulista, ele não balançou a rede, mas também teve participação efetiva em novo triunfo bugrino por 2 a 1. No Dérbi seguinte, uma atuação mais discreta no empate em 1 a 1.

Após deixar o clube, Fumagalli voltaria pouco mais de dez anos depois. Em 24 de março de 2012, no centenário do confronto, o meia teve sangue frio para converter, aos 46 minutos do segundo tempo, o pênalti que decretou o empate do Bugre em pleno Moisés Lucarelli. No reencontro, pelas semifinais do Estadual, o ídolo era a grande esperança do time, mas acabou deixando o campo logo aos 28′ devido a uma lesão no tendão de Aquiles. Do banco, porém, ele viu o substituto Medina ser o herói ao marcar dois gols que colocaram o Guarani na final.

O último Dérbi, disputado em 2013, marcou o fim da invencibilidade pessoal de Fumagalli. No Brinco, o camisa 10 até marcou o gol da equipe, mas não foi capaz de evitar a derrota por 3 a 1 pelo Campeonato Paulista.

Fumagalli lembra com carinho dos clássicos que disputou, mas um deles entra no topo da lista com facilidade. “Acho que bater o pênalti aos 46 do segundo tempo no Moisés Lucarelli foi marcante. Outros foram especiais, mas esse marcou mais”, relembra. “Por toda a atmosfera. A gente estava perdendo o jogo e no finalzinho saiu o pênalti. Tinha muita pressão, mas fazer o gol trouxe um alívio grande. Depois o que marcou foi a recepção da torcida aqui no Brinco fazendo muita festa. Valeu como se fosse título”.

Agora na função de coordenador de futebol, ainda é difícil se dissociar da antiga carreira. Semana de clássico é repleta de tensão, atrapalha o sono e isso não mudou. “Na noite passada até sonhei que estava no jogo. Mas ficarei na torcida e conversando com os jogadores, falando da importância, a postura que precisa ter na partida. A concentração e o foco no trabalho são fundamentais. É o que tenho procurado fazer nesses dias”, explica. “A pressão é natural, mas tentamos deixar o pessoal tranquilo para fazer um grande jogo e conseguir a vitória”, finaliza o ídolo.

Após cinco anos, o maior clássico do Interior volta a ser disputado no sábado, às 19h, no Brinco de Ouro, pela quarta rodada da Série B do Brasileiro. Será o confronto de número 191 entre os clubes, que estão em situação parecida no campeonato. Ambos possuem uma vitória e duas derrotas, mas o Guarani leva vantagem sobre a rival por ter saldo de gols superior (0 a -1).

 

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