Agenor fez contra o Juventude sua sétima partida com a camisa do Guarani. O tempo de clube é curto, mas nesse início de trajetória o goleiro já pode se orgulhar de números positivos. Com ele em campo, o time tem três vitórias, três empates e uma derrota, e a média de gols sofridos despencou. Vazado apenas três vezes, o camisa 1 bugrino aproveita o momento favorável para desafiar a si mesmo e estipula uma meta ousada, mas que se for atingida ajudará bastante a equipe a almejar coisas maiores na Série B do Brasileiro.
O objetivo foi traçado antes mesmo da estreia dele, na segunda rodada do returno, e consiste em não levar gol em dez jogos até o final do torneio. Até o momento, metade da missão foi cumprida, afinal Sampaio Corrêa, Atlético-GO, Ponte Preta, Criciúma e Juventude não conseguiram superar Agenor – os únicos a terem êxito na missão foram Lucão e Caíque Sá, do Goiás, e Neto Baiano, do CRB.
“Estabeleci essa meta quando cheguei. A partir da minha estreia faltavam 18 jogos no returno e, dessas partidas, pretendo ficar, no mínimo, 10 sem tomar gol. Se puder ficar todos, ótimo”, destaca o goleiro. “É uma meta difícil, mas não impossível, tanto que já consegui cinco partidas”, acrescenta.
Caso não desfalque o time até o final do campeonato, Agenor ainda disputará mais 11 rodadas e, pela projeção realizada, precisará ficar mais cinco partidas sem tomar gol. Caso esse feito se concretize e o time marque pelo menos uma vez em cada um desses jogos, serão 15 pontos garantidos e a possibilidade real de tentar buscar uma das quatro vagas na Série A do ano que vem.
“Se eu cumprir a meta, tenho certeza que vamos bater lá em cima na tabela porque temos uma equipe de qualidade e que joga para frente. Precisamos ter objetivos e buscar conquistá-los”, ressalta.
Apesar das projeções e das metas, o jogador garante que os números não são o mais importante. Depois de conquistar a titularidade, Agenor desfruta de prestígio por conta das atuações seguras, mas sabe que precisa continuar trabalhando firme diariamente para dar conta do recado e justificar essa condição.
“Fico feliz. Estou sabendo aproveitar as oportunidades que tive. Eu vinha em busca de uma sequência porque sabia que poderia evoluir com a equipe. Os números são bonitos, mas deixo à parte. Temos que pensar em cada jogo e eu procuro ajudar a equipe de várias maneiras. Os números são importantes, tenho uma meta comigo mesmo e vou em busca dessa meta”, pontua.
Agenor também faz questão de valorizar o trabalho coletivo nessa melhora do sistema defensivo. Antes de sua estreia, a média de gols sofridos do Guarani na Série B era de 1,3 por jogo (26 em 20 rodadas), mas com ele em campo caiu para apenas 0,43.
“Tivemos discernimento de analisar o contexto dos jogos. A gente vem numa crescente boa e se comportando de maneira diferente. É difícil não dar nenhuma oportunidade ao adversário, mas estamos tendo mais maturidade e também precisamos saber aproveitar as oportunidades que tem na frente para dar tranquilidade a defesa. Tudo isso influencia no resultado final”, finaliza o camisa 1.