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Estatísticas

Guarani 1 x 0 Criciúma: o que as estatísticas mostram

Bugre volta a vencer, mas apresenta realidades distintas durante o jogo

Rondinelly em lance do primeiro tempo do jogo contra o Criciúma: Guarani funcionou até o intervalo, mas queda de rendimento quase custou caro (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

A descida do time do Guarani para os vestiários após o final de cada tempo no jogo contra o Criciúma foi marcada por reações diferentes das arquibancadas. No intervalo, a manifestação foi de apoio pela vitória parcial e a atuação considerada positiva, mas as vaias depois da partida foram o reflexo de um time que apresentou uma realidade totalmente distinta no segundo tempo. Segurar o resultado – muito por incompetência do adversário – evitou traumas ainda maiores.

As estatísticas apresentadas pelo Footstats apontam que tudo o que Bugre fez – e bem – nos primeiros 45 minutos, não conseguiu repetir em momento alguns da etapa complementar. Na metade inicial da partida, o Bugre teve 53% de posse de bola e trocou 177 passes. Desde o início, conseguiu se impor com controle e ocupação do campo rival. Foram oito finalizações, sendo três em direção ao gol e participação efetiva do quarteto de frente.

Umberto Louzer apostou em Rafael Longuine e Anselmo Ramon como novidades na equipe e os dois apareceram bastante para o jogo. O meia, além do passe para o gol de Bruno Nazário, ainda deu mais duas assistências para finalizações dos companheiros, enquanto o atacante foi o jogador que mais teve chances de concluir – quatro vezes, porém nenhuma em direção ao alvo.

Rondinelly e Bruno Nazário também estiveram mais próximos pelo lado direito. Contando sempre com o apoio de Lenon, o trio fez 38 combinações durante a partida. O camisa 11, bastante criticado após o Dérbi e que não comemorou claramente em ‘resposta’ a isso, também não se omitiu – foi o segundo em tempo de posse de bola, foi combativo e acabou como o segundo melhor em desarmes ao lado do zagueiro Edson Silva, com três roubadas de bola. Quem também funcionou para o equilíbrio do meio-campo foi Ricardinho, que não errou nenhum dos 29 passes que fez.

No segundo tempo, provavelmente a avaliação seria outra se a arbitragem não tivesse anulado equivocadamente um gol de Bruno Nazário logo aos 2 minutos. Mas o erro aconteceu e, a partir de então, o jogo virou de ponta-cabeça. O Criciúma, que como o técnico Argel Fucks dissera na véspera teria uma estratégia de time pequeno, resolveu jogar e o Guarani permitiu que isso acontecesse.

Na etapa final, os visitantes tiveram 58% de posse de bola, trocaram quase o dobro de passes dos donos da casa (212 a 123) e a presença no campo de ataque gerou muitos sustos. Umberto Louzer colocou Erik em campo para o time ganhar profundidade e Denner para ter mais controle do meio-campo. Os dois jogadores não entraram bem e a ideia acabou não surtindo efeito. Apesar dos espaços para contra-ataque, o time só finalizou três vezes em todo o segundo tempo, mas não exigiu nenhuma defesa difícil de Luiz.

Quem teve domínio quase que absoluto foi o Criciúma. Mais uma vez, o sistema defensivo ofereceu espaços e o Bugre sofreu 15 finalizações – número menor apenas do que o registrado na partida contra o Fortaleza. Desse total, 11 foram de dentro da área e alguns com enorme perigo a Bruno Brígido, como o chute cruzado de Nicolas após bola mal afastada por Philipe Maia ou a cabeçada de Kalil que o goleiro mostrou reflexo para defender.

A vitória valeu pela reabilitação, por algumas virtudes mostradas no primeiro tempo e, principalmente, para impedir que o Guarani passe os próximos dez dias até o próximo compromisso na zona de rebaixamento. Outra vez com tempo para preparar e ajustar o time, Louzer terá o trabalho de fazer com que a equipe se torne mais competitiva e regular dentro dos 90 minutos. Contra um adversário que perdeu os cinco jogos que fez, a queda de produção não foi danosa, mas não é sempre que isso vai acontecer.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Guarani 48% x 52% Criciúma
Passes certos: Guarani 300 x 325 Criciúma
Passes errados: Guarani 32 x 41 Criciúma
Finalizações certas: Guarani 5 x 6 Criciúma
Finalizações erradas: Guarani 6 x 9 Criciúma
Desarmes: Guarani 18 x 18 Criciúma
Cruzamentos certos: Guarani 2 x 6 Criciúma
Cruzamentos errados: Guarani 23 x 32 Criciúma
Escanteios: Guarani 3 x 10 Criciúma
Faltas cometidas: Guarani 24 x 22 Criciúma
Rebatidas: Guarani 41 x 50 Criciúma

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