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Guarani aposta no entrosamento; XV deve ter formação inédita

Sequência do time titular é marca bugrina, enquanto o Nhô Quim muda outra vez

Em comparação ao encontro entre os times na primeira fase, Guarani deve repetir dez titulares, enquanto o provável XV tem sete (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

A semifinal da Série A2 do Campeonato Paulista entre Guarani e XV de Piracicaba, que começa neste sábado, opõe duas equipes que se caracterizaram de maneiras distintas durante a competição. Para esse confronto do mata-mata, isso não será diferente. Como foi em praticamente toda a fase de classificação, o Bugre aposta no entrosamento de um time que atuou com força máxima quase todas as vezes, enquanto o Nhô Quim, sempre forçado a mudar, deverá ter uma formação inédita na partida de ida.

O técnico Umberto Louzer, que chegou a repetir a escalação em cinco partidas consecutivas, não tem problemas por suspensão, nem por lesão, e poderá dar sequência a base que alcançou a liderança. Segundo levantamento feito pela reportagem do Nossa Taba, em nove rodadas seguidas o treinador bugrino conseguiu escalar dez dos onze prováveis titulares no duelo deste sábado.

O time que deve iniciar a partida, com Bruno Brígido, Lenon, Philipe Maia, Fernando Lombardi e Marcílio; Baraka e Ricardinho; Bruno Nazário, Rondinelly e Erik; Bruno Mendes, esteve em campo em duas partidas. Ambas foram fora de casa e terminaram com vitória do Guarani – 2 a 1 sobre a Inter de Limeira e 2 a 0 sobre o Juventus.

Em apenas duas oportunidades, a escalação teve oito ou menos atletas dessa formação considerada ideal. Isso aconteceu na estreia, contra o Oeste, quando alguns jogadores ainda não estavam inscritos, casos do goleiro Bruno Brígido, do meia Bruno Nazário e do atacante Bruno Mendes, e na última rodada, diante do Votuporanguense, quando pendurados e desgastados foram poupados.

Para o meia Rondinelly, titular em 12 das 15 rodadas da A2, essa manutenção é um ponto favorável ao Guarani. “Não são todos os times que conseguem repetir escalação, seja por lesão, cartão ou até por não encaixar um bom futebol. No começo oscilamos pelo pouco tempo de trabalho, era um grupo remontado, então é muito importante essa manutenção que vem acontecendo. Isso vai contar a favor para nós sim”, afirma.

Do lado do XV, não existiu esse privilégio. O técnico Evaristo Piza só conseguiu repetir a formação em jogos consecutivos uma vez – entre a segunda e a terceira rodada. Depois, foram mudanças corriqueiras e, para essa partida da semifinal, não será diferente, já que o meia André Cunha, que operou o tendão de Aquiles, está fora. Dos 11 prováveis titulares neste sábado, nove já tiveram a chance de iniciarem uma partida juntos, mas apenas duas vezes.

Apesar do mistério e da preocupação com a condição clínica de alguns jogadores, o treinador quinzista testou algumas situações e a principal possibilidade é que o Nhô Quim vá a campo com Samuel Pires; Oziel, Vinícius Simon, Marcondes e Pedrinho; Gilson, Jonathan Costa, Fraga e Fabinho; Bruninho e Everton. Essa escalação não foi utilizada nenhuma vez na temporada.

Mesmo sem o entrosamento do adversário, o XV se apega ao sentimento de reconstrução, que marcou a reação do time na reta final. “Precisamos resgatar a trajetória que nos colocou até aqui, de um time que aprendeu, ao longo da caminhada, a jogar. Nos unimos e nos fechamos nas dificuldades, quando recebemos muitas pancadas, e, desta forma, nos fortalecemos muito”, destaca o volante Gilson.

XV e Guarani escrevem o primeiro capítulo das semifinais neste sábado, às 20h30, no Estádio Barão da Serra Negra. A partida de volta está marcada para quarta-feira, no mesmo horário, mas no Brinco de Ouro. Quem avançar, garante o acesso à primeira divisão e uma vaga na decisão contra quem passar do confronto entre São Bernardo e Oeste.

 

 

 

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