Conecte-se conosco

Entrevistas exclusivas

De auxiliar a treinador, Louzer completa um ano de Guarani

Com aproveitamento de 62,5%, comandante bugrino quer entrar para a história com o acesso na Série A2

Umberto Louzer trabalhou com quatro treinadores no clube antes de ser o escolhido para dirigir a equipe no Paulista (Foto: Guarani Press)

Em doze meses, muita coisa pode mudar em uma carreira. Ninguém melhor do que Umberto Louzer para comprovar isso. Se em 20 de fevereiro ele era anunciado pelo Guarani para ser o auxiliar do então técnico Maurício Barbieri, nesta terça-feira, ao completar um ano de clube, a responsabilidade é muito maior, afinal ele é o treinador da equipe que tenta recolocar o Bugre na elite do Campeonato Paulista após cinco anos.

Atingir essa marca traz a Louzer um misto de alegria e surpresa, afinal, por mais que o desejo fosse dar esse salto, as circunstâncias em que isso aconteceram não eram esperadas. Então auxiliar de Barbieri, ele continuou mesmo depois da demissão do profissional, entrou para a comissão técnica fixa do clube, ainda trabalhou com outros três treinadores no ano passado (Oswaldo Alvarez, Marcelo Cabo e Lisca) e, quando menos se esperava, no início de 2018, foi o escolhido para assumir o time no lugar de Fernando Diniz, que deixou repentinamente o Brinco de Ouro seduzido por uma proposta do Atlético-PR.

“É uma marca importante. Foi um ano de muito crescimento profissional para mim. Sou muito grato ao Guarani pelo interesse de me manter como auxiliar fixo quando houve a troca do comando técnico no ano passado e pela confiança do cargo de treinador nesse início de Série A2”, diz Louzer. “Sou muito grato também aos treinadores que aqui passaram. Pude aprender muito com cada um deles”, completa esse ex-volante de 37 anos que, como jogador, passou pelo Guarani entre 2005 e 2007 e atuou em 52 partidas.

“Desde que passei por aqui como atleta, tenho um carinho muito grande pelo Guarani. É um clube que gosto e respeito muito. Gosto de falar bastante que o Guarani é o clube que tem DNA. Sempre formou atletas, sempre teve boas equipes e é um clube que sempre bateu de frente com qualquer um no Brasil. Acho que nosso maior desafio é resgatar tudo isso, agora em outra função”

Na nova função, Louzer garante que a cada dia ganha um aprendizado diferente. Ao mesmo tempo, no entanto, a pressão também é maior. Agora, ele está nos holofotes e sabe que precisa provar a cada dia que está capacitado para a função. “A camisa do Guarani por si só tem uma cobrança muito grande. Desde que aceitei o convite da diretoria sei o tamanho da responsabilidade que temos. Conheço a história do Guarani e sei que tem uma torcida apaixonada e que cobra muito”, ressalta.

Por enquanto, os números jogam a favor. Após oito rodadas da Série A2 do Paulista, o Guarani soma 15 pontos e ocupa a vice-liderança. Com aproveitamento de 62,5%, Louzer tem ideia do quanto pode representar um acesso pelo clube. Por isso, alcançar essa meta virou motivo de obsessão. “O Guarani é um time muito tradicional e temos que fazer de tudo para recolocá-lo na principal divisão do futebol paulista, mas precisamos trabalhar e fazer por onde para conseguir isso. Sabemos que o momento que vivemos é bom, porém temos que manter o nível de concentração alto e saber que nosso primeiro objetivo é a classificação. Depois, o acesso”.

Mais em Entrevistas exclusivas