Responsável por comandar interinamente o Guarani nas últimas duas rodadas da Série B do Brasileiro, Marco Antônio Ribeiro não está bem à vontade com essa situação. Escolhido pela diretoria para dirigir o time após a saída de Umberto Louzer, o auxiliar da comissão fixa do clube e que foi lateral-direito do Bugre no final da década de 90, garantiu surpresa com a decisão, mas disse não ter nenhuma grande pretensão com a ‘oportunidade.
“Vou falar de coração. A sensação é horrível porque o trabalho foi muito bem feito, muito bem planejado. Sabemos que o futebol é resultado e as consequências são muito claras. Estava vindo um trabalho muito bom e criou-se uma expectativa. É fato. No final, pesou a camisa do Guarani”, disse em entrevista coletiva antes da viagem para Pelotas, onde a equipe encara o Brasil pela penúltima rodada do campeonato.
Marco Antônio terá ao seu lado o ídolo Fumagalli como auxiliar nessas partidas e, com o time já sem nenhum objetivo na competição, o discurso é de resgatar a confiança para que o time faça dois bons jogos e termine de maneira positiva a temporada.
“Vamos procurar resgatar essa confiança. Além da história do clube, tem a carreira e a imagem deles, também. Sei da história do Guarani, passei aqui duas vezes e sei o que isso representa. Estávamos contando com o acesso por tudo o que estava se desenhando. Ver a situação culminar nisso é horrível. Mas é vida que segue. Não vejo como oportunidade e não tenho grandes pretensões. É uma incumbência e responsabilidade de representar o clube”.
Sobre escalação, o interino disse que não pretende mexer muito na estrutura que já vinha sendo utilizada. Para a partida no Sul, ele conta com os retornos de Fabrício e Caíque, que cumpriram suspensão na última rodada. A princípio, a ideia é uma mudança apenas na defesa.
“Pelo pouco tempo que tivemos, pensamos em não mudar. É prosseguimento de trabalho porque acredito que a partir de agora não tem como inventar ou colocar uma situação nova. É resgatar tudo que eles fizeram. São 50 pontos. De onde vieram esses 50 pontos? Foram deles. O maior desafio meu e do Fumagalli é fazer eles entenderem que os 50 pontos não estão aí à toa”, finalizou.
Depois de finalizar a preparação em Campinas com um treino na quinta-feira, a delegação bugrina segue nesta sexta para Pelotas. No Rio Grande do Sul, ainda deve realizar uma última atividade leve antes da partida contra o Brasil, marcada para sábado, às 17h, no Estádio Bento Freitas. Na 9ª posição, com 50 pontos, o Alviverde apenas cumpre tabela.