A permanência de Umberto Louzer para a próxima temporada era considerada incerta, mas ainda assim a saída do treinador, confirmada na terça-feira, pegou o elenco do Guarani de surpresa. Foi o que revelou Denner em entrevista coletiva nesta quarta-feira. Segundo o volante, a expectativa era de que o comandante dirigisse o time pelo menos até o término da Série B do Brasileiro.
A notícia foi repassada ao plantel logo após a conversa entre Louzer e o presidente Palmeron Mendes Filho. Além do técnico, também se despediram o superintendente de futebol Luciano Dias, o auxiliar-técnico Caio Autuori e o preparador físico Felipe Celia.
“Difícil, né. Eu não esperava. Fiquei sabendo quando cheguei para o treino. Mas faz parte, também. Futebol tem disso. A gente esperava que ele terminasse o campeonato, até pelo ano, por tudo que fizemos. Quero deixar meus agradecimentos a ele por tudo o que fez. Desejar boa sorte porque com certeza terá uma carreira brilhante ainda”, disse.
Além das mudanças no departamento de futebol, há a expectativa pela remontagem no elenco que disputará o Campeonato Paulista em 2019. Sobre as indefinições que envolvem a cogestão, o próprio Denner, que tem contrato até 31 de dezembro, admitiu que o futuro é um mistério.
“É uma incógnita para nós jogadores, até pela situação de quem vai assumir, se vai terceirizar, se não vai. A gente aqui sabe que atrapalha um pouco o extracampo, mas a diretoria também já conversou para ir adiantando algumas coisas”.
No entanto, antes de pensar totalmente no ano que vem, o Bugre ainda tem mais dois compromissos. Embora os jogos contra Brasil de Pelotas e Londrina não valham nada para o clube em termos de tabela, o meio-campista assegura que não faltará motivação, principalmente na tentativa de apagar a impressão deixada na derrota para o Paysandu.
“A motivação é por nós mesmos, pela carreira. Sabemos que futebol muda muito rápido. Vamos jogar por nós, pela torcida, pelo clube. Nosso último jogo foi muito ruim, não podemos acabar com essa impressão”, finalizou.