Antes da viagem para Curitiba, Umberto Louzer havia dito que a prioridade do Guarani era voltar a jogar bem. Dentro de campo, o time deu uma resposta à altura e deixou o técnico bastante satisfeito. Em entrevista coletiva após a vitória por 2 a 0 no Couto Pereira, o treinador bugrino elogiou o grupo pela atitude, pela recuperação do desempenho e comemorou o fato de a estratégia trabalhada durante a semana ter funcionado.
“Isso (a atitude) foi o que nos levou a vitória. É o que a gente vinha cobrando. Ninguém desaprende a jogar da noite para o dia, mas o que mais incomodava era a performance. Quando voltasse a ter o desempenho que vinha tendo, ia se aproximar da vitória”, disse. “Jogamos, fizemos o primeiro gol e não baixamos. Tinha até possibilidade de placar mais elástico, mas tivemos maturidade para controlar a partida. Me agrada, além do resultado, o desempenho, sempre estar buscando essa melhoria de jogo”.
Durante a semana, Louzer trabalhou justamente em cima do que esperava do adversário e fez alterações pensando em deixar a equipe mais encorpada no meio-campo, mas ao mesmo tempo com opções capazes de desafogar o time quando necessário. Assim, com as entradas de Denner, Jefferson Nem e Gabriel Poveda, responsáveis diretos pelos dois gols, viu a escolha surtir o efeito desejado.
“Nossa equipe gosta de jogar e estava faltando um futebol mais vistoso. Conseguimos competir com o adversário, nos impor e tudo o que planejamos durante a semana funcionou. Havia uma dificuldade de levar a estratégia para campo e os resultados não estavam vindo. A presença dos três atletas que entraram com bom desempenho nos agrada e mostra a força do grupo”
Outro elemento importante durante a semana foi trabalhar o lado emocional do grupo. Depois de cinco partidas sem vitória e a queda na tabela, a pressão passou a ser outro obstáculo a ser superado, mas a reação apresentada pelo time animou o treinador, principalmente porque na terça-feira já tem outro compromisso, dessa vez contra o Figueirense, em Florianópolis.
“Batemos bastante na parte emocional. Tentamos mostrar a eles o que enxergavam em si próprios. Uma linha de fortalecimento, visualizar, pensar e ter atitudes diferentes para conquistar coisas diferentes. Isso deu confiança num momento de adversidade”, analisou. “Tomar o gol no fim como no último jogo causa um baque, mas treinamos muito bem na semana e o que me deixa feliz é transportar o que tivemos de estratégia e aplicar no jogo”, concluiu Louzer.