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Maia admite frustração e rechaça ‘corpo mole’: ‘Aqui tem homens de caráter’

Zagueiro diz que parcela maior de culpa é dos jogadores e ressalta que é hora de ‘falar menos’

Maia destaca a temporada do Guarani como positiva e exalta necessidade de ter atitude nas últimas cinco rodadas da Série B (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

A queda de rendimento do Guarani na Série B do Brasileiro decepcionou o torcedor, que há quatro rodadas via o time colado no G4 e agora se apega a uma chance ínfima de conseguir o acesso. A bronca recai sobre o grupo, que colecionou um fracasso atrás do outro. Para Philipe Maia, a maior parcela de responsabilidade do momento ruim deve mesmo ser atribuída aos jogadores, mas o zagueiro rechaça qualquer tipo de falta de vontade na equipe nessa fase decisiva da competição.

São cinco partidas do Bugre sem vencer e especialmente as últimas quatro machucaram bastante – derrotas para São Bento, Avaí e Boa Esporte e o empate com o Oeste. De candidato ao acesso, o Alviverde despencou para a nona posição e, sete pontos atrás do quarto colocado, precisa de um verdadeiro milagre para alcançar a elite.

“É uma situação que nos deixa tristes, frustrados. Temos duas maneiras de enxergar a situação do Guarani. Ou enxerga de maneira circunstancial pelos últimos cinco jogos, onde pra torcedor e imprensa ninguém presta, o time é ruim, ou enxerga o contexto geral. Fizemos uma brilhante campanha na Série A2, com acesso, campeões, vaga na Copa do Brasil. Na Série B brigamos o tempo todo na parte de cima e fomos nós que conquistamos isso”, analisou.

“Deixa chateado porque o pensamento era em cima, mas infelizmente tem coisas que não dá para explicar. Não é falta de interesse ou vontade. Aqui dentro tem homens de caráter. É nossa responsabilidade. Eu dependo disso, minha família depende disso”, acrescentou o zagueiro.

Maia também defendeu publicamente o atacante Marcão, expulso quando o Guarani ainda vencia o Oeste por 1 a 0 no último sábado – depois, nos acréscimos, o time tomou o empate. “Existem parcelas de culpa, mas a maior é nossa, dos atletas. Vi alguns comentários sobre o Marcão, mas é um cara que ajuda, se dedica bastante. Infelizmente aconteceu o que aconteceu, mas saibam que ele não fez pra prejudicar a gente”, opinou o defensor bugrino.

Com mais cinco jogos para cumprir até o término da Série B, o Bugre volta a campo no sábado, às 19h30, para enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira. Mais do que sustentar as remotas chances que possui, o time quer usar a partida para dar uma resposta positiva e finalmente conseguir a reabilitação.

“Tem que falar menos e falar mais. Não adianta vir aqui, falar que vai dar carrinho se entrar no campo e não fazer nada. É atitude, foco nos cinco jogos para somar o maior número de pontos possíveis”, destacou Maia. “O torcedor tem que saber que temos o mesmo sentimento na derrota e não podemos deixar nossa imagem que foi construída ser apagada por essas circunstâncias”.

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