O Guarani é o único dos principais candidatos ao acesso a ainda não ter terminado nenhuma rodada dentro do G4 da Série B do Brasileiro, mas um lugar entre os quatro primeiros é obsessão pelos lados do Brinco de Ouro. Com a diferença para o quarto colocado em apenas dois pontos e a onze rodadas do final do campeonato, o assunto é constante no vestiário e jogadores e comissão técnica fazem contas. E o diagnóstico é que, nesse ano, a pontuação necessária será menor.
Pelo menos é nisso o que acredita Agenor. Durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, o goleiro falou sobre o equilíbrio do torneio, as ambições do clube e revelou que espera uma nota de corte menor do que a do ano passado, por exemplo, quando o Paraná precisou de 64 pontos para assegurar a última vaga.
“Com cinco a seis vitórias vai atingir a pontuação para subir. O campeonato se desenhou para essas sete, oito equipes na parte de cima. Se pensar, estamos a seis pontos do líder, duas vitórias. Claro que existe todo um processo para conseguir esses seis pontos, mas está muito palpável o G4”
Agenor também lembrou da importância que tem os confrontos diretos. Nessas rodadas finais, o Guarani enfrentará quatro de seus principais concorrentes – além do CSA, no sábado, ainda recebe o Avaí e visita Vila Nova e Figueirense.
“É um momento decisivo da competição. Projetando os próximos quatro jogos, são três confrontos diretos. É crucial e temos que entender que precisamos fazer o resultado, principalmente em casa”, ressalta. “A questão é que precisa entrar no G4 e se manter, não só ficar brigando. É momento de ter pés no chão para quando entrar dar o algo a mais e se manter no G4”
Ao comentar sobre o patamar do Bugre nessa disputa pelo acesso, o goleiro foi realista ao admitir que o elenco apresenta suas limitações, mas garantiu que a equipe não é inferior a seus adversários.
“O Guarani tem um elenco bom, mas dentro de uma limitação. Isso todo mundo sabe, mas o elenco comprou ideia do clube e acho que a gente não deve nada a ninguém. Se olhar elenco por elenco, Goiás e Fortaleza têm elencos de qualidade, mas não estamos muito atrás”, pontua. “Precisamos igualar, seja na força, na vontade ou na qualidade técnica porque não estamos muito atrás desses times. Podemos melhorar em alguns aspectos e almejamos coisas grandes. Independentemente de ter limitação ou não, é hora de superar tudo”.