O que o torcedor do Guarani mais quer no sábado é uma vingança. A dolorosa derrota no Dérbi do primeiro turno por 3 a 2, com o Brinco de Ouro cheio, ainda machuca e a chance de dar o troco enche de otimismo os bugrinos. Dentro do vestiário, porém, os jogadores evitam carregar esse peso. É o que garante Rafael Longuine. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o meia disse que o time não pode levar essa pressão para o gramado do Moisés Lucarelli.
Longuine ainda era um novato de clube naquela partida disputada em 5 de maio. Havia chegado dias antes e, mesmo assim, já fez sua estreia ao entrar no segundo tempo e sofrer o pênalti que originou o segundo gol da equipe. O hoje camisa 10 também foi testemunha de toda a frustração causada por aquele confronto. No entanto, embora saiba da necessidade do Guarani em conseguir o resultado, ele joga também boa parte da responsabilidade para o rival.
“A responsabilidade é deles. Eles que jogam em casa. Quando falo que é deles, tem que entender bem. Pelo fato de eles jogarem em casa, tudo o mais. Também temos responsabilidade, mas não podemos levar o peso do Dérbi do primeiro turno. Jogamos em casa, não conquistamos o resultado que esperávamos, mas não podemos levar esse peso”, disse o jogador.
“Não pode trazer certo tipo de pressão que às vezes possa atrapalhar a gente dentro de campo. É um jogo muito importante, que envolve muita coisa, mas temos que estar muito tranquilos, sabendo o que a gente vem fazendo. Estamos no caminho certo e tem que ter muita vontade, raça. Muita gana para vencer, foco e objetivo. Espero que possamos estar numa tarde muito positiva”, acrescentou.
Longuine também admitiu que trata-se de uma partida diferente. Acostumado a clássicos quando defendeu o Santos, ele garante que não é um simples ‘jogo de três pontos’. “Não adianta falar que é mais um jogo ou só vale três pontos como o jogo passado. Não adianta esconder. A gente sabe a importância, a grandeza e tudo que envolve. Não precisa fugir da responsabilidade. Precisa encarar com certa naturalidade. Acho que se você chega muito forte mentalmente, sabe lidar com esse tipo de pressão”, assegura.
Com os times muito próximos na tabela de classificação e dentro da briga pelo G4 – o Guarani é o quinto colocado com 35 pontos e a Ponte Preta aparece em oitavo, com 32 -, o meia bugrino espera um jogo equilibrado e, com o exemplo do primeiro turno em mente, decidido no detalhe e vencido por quem errar menos.
“Tem tudo isso, números, um time chegar em melhores condições, posição melhor. Nada disso entra em campo, o que entra é a vontade, estar bem preparado. Emocional conta muito em partidas desse nível”, destaca. “Não tem que ficar olhando ou se preocupando demais com eles. É olhar o nosso lado e trabalhar bem o que achamos que será necessário durante o jogo. Tenho certeza que estamos nesse caminho”.
Depois de ser preservado e atuar apenas por alguns minutos na vitória sobre o Atlético-GO, Rafael Longuine é figura confirmada no jogo de sábado, às 16h30, no Moisés Lucarelli. O camisa 10, titular em 17 das 22 partidas disputadas pelo Bugre na Série B, é também a esperança da equipe, afinal trata-se do principal artilheiro do clube no campeonato, com oito gols.