Um dos jogadores mais regulares do Guarani na temporada, Ricardinho geralmente é poupado das críticas dos torcedores após os tropeços, mas, no papel de capitão e líder, é quem geralmente aparece para falar sobre a equipe em momentos ruins. Nesta segunda-feira, após a derrota de virada para o Fortaleza, não foi diferente. O volante encarou os microfones, disse entender a frustração dos bugrinos e garantiu que a equipe não vai fugir de sua responsabilidade na Série B.
O tropeço em casa após estar vencendo por 2 a 0 ainda incomoda, principalmente pela repetição das falhas cometidas pela equipe. “Temos que continuar trabalhando forte para que os erros não se repitam. O que incomoda é que não é a primeira e nem a segunda vez. Tem se tornado recorrente”, comentou. “É um desafio todos os dias encontrar o ajuste a cada partida. Estava 2 a 0, tudo na mão para ampliar o placar. Precisamos estar atentos não só no trabalho, mas em cobrar para que isso não aconteça”.
Ricardinho usou o próprio exemplo do Fortaleza para destacar o comportamento que o Bugre precisa começar a ter nas partidas, principalmente no que se refere ao controle emocional. “É importante a gente conseguir esse amadurecimento o mais rápido possível. Esse é o diferencial das equipes lá na frente. O Fortaleza estava perdendo de 2 a 0 e soube se reorganizar rapidamente. Temos que pegar esse exemplo. Começo o segundo turno e são pontos que não recuperamos mais”, analisou.
A dificuldade do time embalar também foi lamentada pelo camisa 7. Com o tropeço no final de semana, a equipe segue sem conseguir três vitórias consecutivas e deixou passar a oportunidade de terminar a rodada na terceira posição do torneio. “Isso tem acontecido com todos os times, exceção do Fortaleza. Esse campeonato continuará assim até o final para alguns e a gente espera se desgarrar dessa gangorra e ter uma regularidade maior”.
Com a forte cobrança recebida pelo elenco, em particular alguns jogadores – no sábado o alvo foi o goleiro Oliveira – o capitão pediu cabeça fria e prometeu empenho de todo o grupo. “Estive na arquibancada dos 5 aos 17 anos. A frustração que eles tiveram é proporcional a alegria no intervalo por estar ganhando de 2 a 0 do líder. Espero que no final a alegria deles seja proporcional a nossa luta, empenho. Não fugimos da responsabilidade. Acreditamos que temos condições de subir, precisamos melhorar muito e, sem dúvida, enquanto não alcançar esse nível, não vai haver descanso da parte de ninguém”, concluiu.