Depois de uma noite de quinta-feira tensa e cheia de informações desencontradas que envolviam a ameaça de renúncia por parte de Palmeron Mendes Filho, o presidente do Guarani se pronunciou em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira para negar que deixará o cargo. Além disso, o mandatário bugrino confirmou o cancelamento da assembleia de sócios marcada para a próxima segunda-feira e que discutiria o processo de cogestão do futebol.
Palmeron não esteve no clube na reunião do Conselho Deliberativo, mas segundo pessoas presentes ao encontro teria dito por telefone a um dos conselheiros que havia a possibilidade de renúncia caso a assembleia do dia 13 fosse realmente cancelada. Como isso não foi registrado em ata e tampouco houve uma carta de renúncia, tudo não passou de uma suposta ameaça, negada pelo dirigente.
“Estivemos na CBF ontem buscando recursos e já trabalhando o campeonato do ano que vem, ou Série B ou quiça Série A. Não houve renúncia e não haverá. Estamos fortes e unidos. O Conselho de Administração reconhece a decisão do Conselho Deliberativo. Não haverá assembleia na segunda-feira e repito: não houve e nem haverá renúncia”, afirmou o presidente, que negou qualquer tipo de intenção de deixar o cargo. “Não existiu mensagem nesse teor de renúncia. O que externei e talvez possa ter sido mal-interpretado é que às vezes nos dá vontade de renunciar, mas isso não aconteceu e não acontecerá”.
Palmeron Mendes Filho também falou sobre o cancelamento da assembleia que discutiria as duas propostas pela cogestão do futebol. Agora, a decisão de marcar uma nova reunião ficará à cargo do Conselho Deliberativo, mas, segundo o mandatário, já não há mais pressa nesse assunto por enquanto.
“As inscrições para a Série B se encerram em 10 de setembro e era muito importante que os sócios conhecessem as propostas para ver se nós conseguiríamos fechar alguma coisa a tempo de reforçar o time. A partir do momento que foi desejo do Conselho Deliberativo de não manter a assembleia, devolvemos o direito de marcação ao próprio Conselho Deliberativo”, explicou.
“A agenda deixa de ter uma certa urgência porque não acredito mais na possibilidade de uma assembleia até 10 de setembro. O Conselho Deliberativo vai verificar uma melhor agenda para o Guarani e seguirão o rito do Estatuto. Primeiro a reunião do Conselho, depois uma assembleia, mas não creio que seja possível antes de 10 de setembro”, acrescentou.