Palmeron Mendes Filho comemorou a decisão em última instância do Tribunal Superior do Trabalho, que indeferiu o recurso da Maxion Empreendimentos Imobiliários e confirmou a alienação particular à favor do Grupo Magnum. O presidente do Guarani viu coerência no desfecho do caso, mas, assim como o empresário Roberto Graziano, evitou estipular prazos para os próximos passos. O dirigente disse que o clube não tem pressa para deixar o Brinco de Ouro e revelou ao Nossa Taba que a prioridade é um novo centro de treinamento.
Representante do Conselho Fiscal quando o imbróglio começou, em 2015, Palmeron acompanhou de perto a situação durante o período e elogiou o trabalho feito pelo clube e pela Justiça Trabalhista.
“Quando a Maxion conseguiu a arrematação, o Guarani entrou com recurso e a todo momento afirmamos que a decisão não teria sustentação. O jurídico do Guarani fez um trabalho perfeito e a Drª Ana Cláudia foi tecnicamente perfeita para reverter a decisão. Hoje temos, na mais alta instância da Justiça do Trabalho, a confirmação de que a posição inicial do Guarani estava correta”, afirmou o mandatário bugrino.
Com a decisão consolidada, Magnum e Guarani poderão dar sequência ao que está previsto em acordo, que prevê a construção de um novo estádio, centro de treinamento e clube social. A espera arena, porém, pode ter que esperar. Pelo menos essa é a intenção do presidente.
“O Guarani não tem pressa de sair do Brinco, a pressa passa a ser do investidor. Se pudéssemos escolher e trabalharemos nesse sentido, a pressa imediata é por um bom CT. Essa é a prioridade para dar melhores condições de trabalho ao time profissional, revelar jogadores e, a partir disso montar times fortes”, explica. “Temos excelente relacionamento com o Graziano e tenho certeza que nos próximos meses as prioridades serão atendidas”.
Palmeron ainda comentou que, embora as dívidas trabalhistas estejam próximas de serem liquidadas, o clube ainda não terá uma vida tranquila. Ainda assim, o fato de a situação financeira estar mais ‘controlada’ permite que o Bugre possa trabalhar sem tantos riscos.
“Ainda temos pelo menos uma década de trabalho a ser feito, mas com certeza temos que comemorar esse momento porque o Guarani está saindo da insolvência. Enfrentamos com trabalho, organização administrativa e coragem por parte da Justiça do Trabalho e participação efetiva do investidor”, analisa. “Ouvir da juíza que está à frente do processo que o Guarani já é administrável é uma grande conquista e uma honra para essa administração e para a administração passada”.