Muito se questiona se o Guarani deve mudar sua característica de jogo para a Série B do Brasileiro. No início da temporada, o time ofensivo, veloz e envolvente colheu frutos no Campeonato Paulista, mas agora a dificuldade dos jogos e dos oponentes é bem maior. Para Rondinelly, não é a maneira de atuar que precisa ser analisada, mas sim a forma de se adaptar à competição. De acordo com o meia, o Bugre precisará ser mais ‘maduro e malandro’ se quiser alcançar grandes objetivos.
O comportamento dentro e fora de casa, por exemplo, precisa ser bem definido e coerente com as exigências que as partidas pedem e as circunstâncias em que estão envolvidas. “Sabemos que a Série B é um campeonato diferente, de um nível acima do que a gente vinha jogando, mas nosso esquema e nosso estilo tem dado certo, não temos que mudar”, diz.
“É aperfeiçoar, ganhar novas formas de jogar. Ter mais sabedoria fora de casa e, em casa, como vamos enfrentar adversários mais difíceis, saber administrar quando estiver ganhando. Ser mais maduro e mais malandro para jogar a Série B”, acrescenta o armador bugrino.
Rondinelly usou a estreia para ilustrar esse pensamento. Contra o Fortaleza, o Bugre adotou uma postura totalmente contrária a que se acostumou a jogar e precisou tomar um gol para sair para o jogo. Segundo o meia, tivesse tido mais ‘coragem’, o Alviverde poderia voltar do Nordeste com um resultado melhor.
“É uma cultura do futebol brasileiro, talvez mundial, não valorizar tanto jogar fora e em casa sempre sair para ganhar. Fora, automaticamente você estuda mais o adversário e espera ele se impor. Sou contra isso e dentro do jogo tentei falar para o time sair um pouco. Depois que tomamos o primeiro gol, a gente saiu, melhorou na partida e em 15, 20 minutos fez mais do que nos outros 50, 60”, analisou. “Que sirva de alerta também para amadurecer. Temos competência e um bom time para jogar bem tanto dentro de casa como buscar pontos fora”.
No sábado, no confronto contra o Sampaio Corrêa, às 16h30, o Guarani terá o primeiro compromisso no Brinco de Ouro e para Rondinelly não há negociação: só a vitória interessa. “O fator casa tem o torcedor, jogador acostumado com o ambiente. Isso fará total diferença para que consigamos os resultados em casa e essa somatória nos ajude lá na frente. Não encaro como pressão pela primeira derrota, mas temos que ganhar. Diante do nosso torcedor, nos impor para conseguir os primeiros três pontos”, finaliza o novo camisa 10 bugrino.