No encontro entre os clubes na fase de classificação, o XV de Piracicaba praticamente só se defendeu, foi acuado, mas resistiu e, numa das raras oportunidades que teve, marcou o gol e foi o único a vencer o Guarani no Brinco de Ouro até agora na temporada. Só que Evaristo Piza não imagina tal cenário sendo repetido nesta quarta-feira. Já esperando um território totalmente desfavorável a seu time, o técnico quer que o Nhô Quim seja corajoso ou, do contrário, não será capaz de aguentar pressão.
O comandante quinzista destacou a grande presença do torcedor bugrino na partida – 14 mil ingressos foram vendidos antecipadamente – para alertar seu time da importância de não deixar o adversário à vontade e ainda mais contagiado pelo apoio das arquibancadas.
“No primeiro jogo lá, eram 5 mil e soubemos suportar a pressão. Fomos eficientes, mas amanhã (quarta-feira) não dá só para suportar pressão, vamos ter que jogar. Ganhamos lá com um gol no primeiro chute a gol, praticamente não agredimos, mas agora será diferente, a atmosfera é outra”, admitiu. “Teremos que propor, incomodar o adversário e causar desequilíbrio. Com 20 mil lá e a maioria à favor do Guarani, a gente não consegue suportar, tem que jogar e só temos amanhã. É o último jogo”.
Depois da reação obtida na reta final e de ter encarado de frente o líder no primeiro jogo da semifinal, Piza vê seu time em totais condições de sair do Brinco de Ouro com o resultado positivo e o acesso. “São 90 minutos de muita concentração e entrega. Define tudo, não tem uma próxima chance. É um adversário forte em seus domínios, fez boa campanha, mas o XV, pela recuperação e pelo momento, tem plenas condições de buscar isso fora de casa”, aponta.
Sobre o time que vai a campo, o técnico quinzista não confirmou, mas são duas possibilidades. A maior é ele repetir a equipe do jogo de ida, com um quarteto ofensivo mais agudo. Caso opte por uma formação mais cautelosa, o volante Fraga pode receber uma oportunidade.
“Na análise pós-jogo, concordamos que foi nossa melhor partida dentro da casa ou até da competição. Equipe bem distribuída, não ficou exposta mesmo tendo atletas de características mais ofensivas”, avaliou. “Para esse jogo são 90 minutos e tenho necessidade do resultado para conseguir o acesso. Posso construí-lo do início ou precavido e, conforme a leitura do jogo, buscar isso na sequência da partida. Estou pensando e analisando bem, vamos ter bastante cautela nas direções que vamos tomar”, completou.
Após o empate sem gols na ida, Guarani e XV de Piracicaba se enfrentam nesta quarta-feira, às 20h30, no Brinco de Ouro, e quem vencer o jogo garante o acesso e também a vaga na final da Série A2. Se houver nova igualdade, a decisão vai para os pênaltis.