Umberto Louzer assumiu a função de técnico do Guarani em janeiro de 2018, mas está no clube um pouco antes disso. Chegou em fevereiro de 2017 para atuar como auxiliar na comissão técnica permanente e teve a oportunidade, só no ano passado, de conviver com cinco treinadores diferentes. O que para muitos poderia ser ruim, serviu de aprendizado. E serve até hoje. Na terceira parte da entrevista exclusiva concedida ao Nossa Taba, Louzer revela que ainda troca ideias com os antecessores e cita um aprendizado em especial.
Do tempo em que está no Bugre, o atual comandante trabalhou com Maurício Barbieri, Oswaldo Alvarez, Marcelo Cabo, Lisca e Fernando Diniz. Com alguns por mais tempo, outros nem tanto, mas, ainda assim, ele garante ter tirado proveito de todas essas experiências. “Peguei um pouco de cada um. A função do auxiliar é entender essa hierarquia, a metodologia do trabalho para que possa ajudá-lo diariamente. Pude aprender muito, mesmo com os que ficaram pouco tempo”, afirma.
Mesmo depois da saída de cada um deles, Louzer não perdeu o contato e, sempre que pode, aproveita para trocar ideias. E, nesse momento tão importante do clube, às vésperas de um mata-mata decisivo, um cara com conhecimento de sobra e história dentro do Brinco de Ouro tem sido o mais procurado.
“Falo bastante com o Vadão (atualmente na Seleção Brasileira Feminina), sempre que possível. Ele me ligou para dar os parabéns e pedi algumas orientações. É um cara muito experiente, conhece o clube e consegue gerir o grupo de uma forma incrível com aquele jeito tranquilo e ponderado”, confidencia o treinador. “Com todos os profissionais que passaram aqui tenho procurado conversar, mas pela história que o Vadão possui, tem me ajudado bastante”.
Além da experiência de Vadão, Louzer também destaca o estilo de Fernando Diniz. Com forma parecida de ver o jogo em relação ao técnico que substituiu, o atual comandante revela sua admiração, mas diz que foi preciso modificar as ideias para que o time obtivesse o sucesso.
“O Diniz foi responsável pela montagem, junto com o Luciano (Dias, superintendente), também fiz parte. Me identifico com a forma dele enxergar futebol, de gostar de jogo ofensivo e isso nos aproxima. Ele tem um domínio muito grande sobre o sistema que utiliza, mas eu teria dificuldade de conduzir o grupo nesse jeito. Tive uma conversa com ele de que demoraria muito tempo pra ajustar se quisesse manter a forma de jogar e resolvi mudar”, conclui.