Acesso é acesso e a amizade fica à parte. É dessa maneira que o meia Fumagalli pretende tratar seus ex-colegas de clube e companheiros de vida que estão hoje no XV de Piracicaba, adversário do Guarani no mata-mata da semifinal que vale vaga na Série A do Paulistão de 2019. Contatos entre eles somente depois das duas partidas decisivas, a primeira neste sábado (31), fora de casa, e a outra dia 4, quarta-feira, em Campinas, ambas às 20h30.
“É cada um defendendo o seu e é dessa maneira que a gente vai para esses dois jogos decisivos”. Entre os amigos de Fumagalli no XV estão o atacante Fabinho, o treinador Evaristo Piza e o auxiliar técnico Thiago Carpini. O meia do Bugre disse que até chegou a conversar durante o campeonato com Carpini sobre adversários e chegaram a prever que no final da competição iriam subir os dois times para a Série A. “Infelizmente um vai ter que ficar para trás e que seja o XV de Piracicaba”, falou.
Fumagalli também trabalhou com Piza no Guarani e frisou que tem bom relacionamento com o atual treinador do time de Piracicaba. “Conhece bastante o Guarani, foi criado aqui dentro”, avaliou. O jogador do Bugre destacou que o treinador mudou muito o XV de Piracicaba durante a competição na Série A2, alterou vários jogadores e cresceu na reta final. “Se não me engano, em seis jogos, foram quatro vitórias e dois empates.”
Entretanto Fumagalli afirmou que o Guarani também está forte, muito consistente e adquiriu força para a semifinal. “Tenho certeza que serão dois grandes jogos”, antecipou o meia-campista. “O XV também tem tradição, a torcida costuma apoiar, mas eu tenho certeza que nossa torcida também vai para Piracicaba em bom número, como foi durante toda a competição.”
Para o meia-campista, o Guarani precisa realizar um bom primeiro jogo em Piracicaba para poder tirar vantagem de decidir a vaga em casa. “Nós vamos respeitar o XV, mas vamos jogar os dois jogos para buscar o acesso”, falou. Os detalhes, a imposição de dentro de campo e concentração durante toda a partida, de acordo com Fumagalli, farão a diferença nas finais. E no que depender de Fumagalli sua equipe sairá vitoriosa de campo.
“Sempre fui protagonista. Agora, tenho sido um pouco mais coadjuvante. Mas não deixo de ter minha importância, com atitudes, treinamento, postura, profissionalismo”, enumerou. “Quero terminar minha carreira com esse acesso e quem sabe com um título também. Se tiver que jogar 90 minutos, vou jogar. Se tiver que jogar cinco, dez minutos, vou fazer meu máximo. Se não der, vou procurar apoiar, ver alguma coisa fora de campo e passar aos meus companheiros para que no final o Guarani seja o vitorioso.”