A convocação de uma reunião do Conselho Deliberativo para a próxima quarta-feira fez o assunto cogestão do futebol voltar à pauta do Guarani. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, o presidente Palmeron Mendes Filho voltou a comentar a parceria e revelou algo até então inédito: segundo o dirigente, em caso de acesso para a Série A1, os sócios terão a possibilidade de decidir se aceitam ou não que o processo entre em vigor a partir de 2019.
“Temos que tornar público um avanço muito grande. Foi dado contratualmente a possibilidade do sócio do Guarani optar, lá no final do campeonato e com o acesso para a Série A, se ele irá manter ou cancelar a parceria”, disse o mandatário. “Estamos trazendo aos sócios a segurança para que, uma vez aprovada a proposta, haja uma nova reunião, já sabendo o orçamento de 2019, e podendo decidir se é o momento de oficializar a parceria”.
Um dos principais defensores da cogestão dentro do clube, Palmeron disse que o assunto será resolvido ainda nesse ano. Na próxima quarta-feira haverá a apresentação da proposta de Magnum e ASA Alumínios e, em um encontro com data ainda a ser marcada, será a vez de Elenko Sports e Traffic divulgarem suas intenções.
“Entendemos que é o momento das propostas serem debatidas, discutidas e apresentadas aos sócios. Estamos em final de setembro, o campeonato acaba em novembro e em janeiro precisamos ter o time montado. Os sócios precisam ser alimentados. Até o mês de novembro esperamos tudo decidido e com o Guarani tendo um time competitivo em 2019”, explicou.
“As duas propostas dão total segurança ao clube. Ambas transformarão o Guarani, que já é vitorioso, em uma potência” – Palmeron Mendes Filho
ACORDO
Na entrevista desta sexta-feira, o presidente bugrino também confirmou um acordo entre clube, Justiça Civil e a Empreendimentos Martin & Maffia LTDA, que acaba definitivamente com qualquer risco de leilão do terreno localizado na Rodovia dos Bandeirantes e que é de propriedade do clube. Por conta de uma dívida contraída com a empresa em 2006, a área foi penhorada.
“Esse processo se arrastava desde 2006. Com o valor atualizado da dívida, seria de R$ 3,45 milhões. Além desse valor, tinha uma multa de 10% por não ter pago a dívida e mais honorários advocatícios. Conseguimos fazer um acordo na casa de R$ 1,4 milhão. Os valores bloqueados na CBF serão revertidos para o núcleo de execuções da Justiça do Trabalho”, disse André Torquato, diretor jurídico bugrino.