Foi preciso ter paciência até que a oportunidade chegasse, afinal o dono da posição era um dos principais jogadores do time, mas se a saída de Bruno Nazário deixou o Guarani refém de uma referência técnica, abriu espaço para o crescimento de Matheus Oliveira. Agora dono da posição pelo lado direito do ataque bugrino, o meia exalta a sequência e espera prolongar essa regularidade na equipe.
Ele esteve em campo nas últimas cinco rodadas da Série B e foi o substituto imediato do antigo titular, que se despediu no empate em 1 a 1 com o Boa Esporte. Autor de um gol (contra o Figueirense) e uma assistência (na vitória sobre o Brasil de Pelotas), ele pode não brilhar intensamente em todas as partidas, mas tem dado conta do recado.
“Quando cheguei, demorei um pouco para ganhar meu espaço, mas tive paciência. O Umberto conversou para eu trabalha que a oportunidade viria. Ele veio e pude corresponder. Estou indo para o sexto jogo seguido como titular e espero manter essa regularidade até o final do campeonato”, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
Em campo e fora dele, Matheus Oliveira conta com o auxílio especial de um companheiro que ele conhece bem. Ex-atleta do Santos, veio emprestado pelo Guarani junto com Rafael Longuine e essa parceria entre os meias facilita no entrosamento dentro de campo. “Isso vem desde o tempo do Santos e, quando chegamos aqui, não foi diferente. É um jogador de qualidade indiscutível e que está vivendo um momento espetacular depois que passou. Ele merece tudo o que vem acontecendo e espero que possa fazer mais gols”, diz o jovem de apenas 20 anos.
Apesar da sequência ser boa, Matheus precisa ficar atento aos cartões. Pendurado com dois amarelos, ele desfalcará a equipe caso receba mais um. O risco, porém, não lhe incomoda. “Não penso nisso. Se tiver que matar uma jogada, vou matar”, garante.
Presença certa na equipe que enfrenta o Londrina, sexta-feira, o meia ressalta a importância do resultado fora de casa para que o Bugre possa crescer na competição e entrar cheio de confiança no segundo turno da Série B. “Ainda estamos longe do ideal. Em todos os jogos temos oportunidades de matar o jogo no primeiro tempo e a gente não vem tendo essa eficiência. Estamos longe do que imaginamos, mas trabalhando no dia a dia para minimizar os erros”.