Um time inoperante como um todo. Foi dessa maneira que Umberto Louzer avaliou o Guarani após a derrota por 1 a 0 para o Paysandu, na terça-feira, em Belém. Depois de traçar uma estratégia para aproveitar a instabilidade do adversário, o técnico condenou erros individuais que se repetiram, mas também a falta de ambição da equipe, que não soube aproveitar oportunidades num momento em que ainda estava confortável na partida.
O treinador bugrino dividiu a análise sobre o jogo pelo que fez o time em cada tempo. “No primeiro tempo controlamos, com uma estratégia bem desenvolvida e tivemos melhores oportunidades de sair na frente. Faltou ser incisivo, acreditar na possibilidade e saber que o momento é bom. Tivemos tomadas de decisão errada”, explicou. No segundo tempo voltamos apáticos, proporcionamos pressão, erramos individualmente e, quando erra demais, acaba sofrendo”.
Embora as deficiências mais clamorosas sejam apresentadas pelo sistema defensivo – e não é de hoje -, Louzer disse que o ataque também precisa ser cobrado. Em Belém, foram 12 finalizações, sendo quatro certas. Em três delas, o goleiro Renan Rocha se destacou, principalmente na última, quando salvou cabeçada no canto de Marcão.
“Precisamos colocar a bola para dentro para dar conforto ao sistema defensivo, ter uma chance de gerar desequilíbrio ao adversário. Não fomos efetivos, permitimos o gol e ainda tivemos chances de empatar. Não conseguimos, mas não dá para lamentar a derrota. Tem que virar a página e focar atenções no Brasil”.
Com a segunda derrota consecutiva na Série B do Brasileiro, o Guarani estaciona nos 23 pontos e perdeu uma posição após a 17ª rodada – agora está na 11ª colocação. A delegação bugrina volta de Belém nesta quarta-feira e, a partir de quinta, inicia a preparação para enfrentar o Brasil de Pelotas, sábado, às 16h30, no Brinco de Ouro, em jogo válido pela penúltima rodada do primeiro turno.