Foi consenso geral que a derrota do Guarani por 3 a 2 para o Figueirense, em pleno Brinco de Ouro, foi provocada por gols sofridos em falhas. O volante Ricardinho, no entanto, evitou individualizar a tropeço da equipe. Na figura de capitão da equipe, o jogador destacou as dificuldades apresentadas pelo time como um todo e pontuou a necessidade do Bugre esquecer o que passou e não ficar se lamentando.
Com três gols em quatro finalizações certas durante toda a partida, os catarinenses se aproveitaram de fragilidades defensivas do Alviverde, que começaram com um erro na marcação da bola parada, passaram por um lance infeliz do goleiro Oliveira até o vacilo conjunto dos zagueiros Éverton Alemão e Edson Silva.
“São erros, mas quando a gente está dentro de campo é sujeito a tudo. Futebol é coletivo, não dá para pontuar falhas individuais. Não tem tempo para se lamentar. Tem que aprender com os erros, olhar pra frente e dar moral para quem está aqui dentro. Futebol é assim, de grupo, e procuro analisar no contexto coletivo”, disse o volante em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
Na visão de Ricardinho, o Guarani até corrigiu algumas deficiências apresentadas em jogos anteriores, como no caso de levar gols no final, mas apresentou outros aspectos que precisam ser melhorados para que a equipe consiga ser competitiva dentro da Série B.
“A gente vinha de erros repetitivos, que era fazer gol, recuar e tomar o empate no final do jogo. Isso vinha incomodando muito e perdemos sete, oito pontos por esse motivo. Agora não foi esse erro, então temos que treinar em cima do que acontece nos outros jogos. É importante que aprenda, amadureça e não caia no mesmo erro”, pontua.
No jogo contra o Figueirense, mais especificamente, o capitão bugrino definiu o fato de ter que correr atrás do placar quase a todo momento como o grande obstáculo, já que o adversário soube se fechar e, nervoso, o Guarani errou demais e facilitou a vida dos visitantes.
“Atrapalhou no sentido de organização. Levamos o gol de imediato e isso tirou o nosso conforto. Quando você sai na frente, joga mais organizado, tem lucidez nas ações. Atrás, tem que acelerar as jogadas, escolhas que não são as melhores e dá o campo para o adversário. Foi uma pressão de maneira mais emocional do que racional e não conseguimos o empate”.