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Permanência e faixa de capitão: Ricardinho se consolida como líder

Volante garante foco e destaca respeito e gratidão pelo clube

Ricardinho foi o capitão da equipe nas últimas duas partidas, justamente após as notícias envolvendo a possível saída para o Sport: volante assume a responsabilidade como líder no grupo (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

Ricardinho não se tornou peça-chave no elenco do Guarani apenas pelo que faz – e bem – dentro de campo. A postura do jogador fora das quatro linhas também conta muito e os últimos acontecimentos aumentaram ainda mais o peso dele dentro do elenco. Um dos destaques do time na temporada, o volante foi seduzido por uma proposta do Sport, mas diante da negativa do Bugre, não forçou a barra para sair. Com a permanência ao menos por enquanto garantida, ele também ganhou a braçadeira de capitão e se consolidou como um líder dentro do grupo.

A conduta de Ricardinho durante toda a negociação surpreendeu positivamente a todos no clube. É verdade que a oferta financeiramente mais vantajosa e a possibilidade de disputar a Série A o fizeram balançar, mas desde o princípio o volante se colocou à disposição da comissão técnica garantindo foco total no Bugre. Algo que não mudou após a saída não ter se concretizado.

“Desde o final da Série A2 aparecem algumas situações, especulações, mas a que veio do Sport foi algo concreto. Me procuraram, fizeram uma proposta que achamos interessante, mas eu não ia fazer nada sem que o Guarani soubesse”, revela o camisa 7. “Tenho um contrato aqui, que tem que ser respeitado, e o carinho dos torcedores. Quero continuar com respeito e gratidão ao clube. Ainda bem que se resolveu da forma mais ética e profissional possível”, destaca.

Diante da reformulação e as mudanças sofridas pela equipe, a função de capitão ficou vaga após a saída de Baraka. Com apenas dois remanescentes da base campeã da Série A2 na equipe titular, o técnico Umberto Louzer não pensou muito antes de escolher o novo dono da braçadeira. Contra Oeste e Coritiba, Ricardinho já assumiu a responsabilidade e será também assim daqui em diante.

Embora não seja algo comum na carreira do volante, ele se vê com perfil para exercer esse papel. “É um símbolo importante para quem vê de fora, mas o mais importante é dentro do grupo, a postura, se dedicar e procurar ser um bom exemplo”, avalia. “Desde que eu cheguei já vinha exercendo essa liderança. Encaro isso com naturalidade, acaba sendo uma consequência do que eu já vinha fazendo”.

Como um bom líder, Ricardinho sabe que precisa usar bem as palavras. Na vitória sobre o Coritiba, ele mostrou um pouco dessa característica durante a preleção, divulgada pelo Guarani e que pode ser vista no Youtube. Ao falar de sonhos, o volante destacou o objetivo do Guarani e pilhou seus companheiros antes de um confronto direto muito importante para as pretensões do time. Em campo, o Bugre deu a resposta que o capitão esperava.

“Quando você está na concentração, procura conversar individualmente. É um grupo, mas cada um encara do seu jeito. Alguns precisam de incentivo, outros de cobrança. São várias formas de se expressar”, explica. “Cada jogo tem sua história, sua importância. Ele começa muito antes que o juiz apita. Ali, antes do jogo, acredito que foi um momento muito importante. Não era uma final, mas poderia ser um marco e tomara que tenha sido. Vencemos bem, demos alegria ao torcedor e esperamos crescer”.

Em busca do sonho que ele e todo o grupo tem por objetivo, Ricardinho está confiante na atual fase do Bugre, que vem de sete jogos invicto na Série B e busca contra o Figueirense, na terça-feira, a terceira vitória consecutiva para continuar colado no G4. A sensação de que a equipe está entrando nos eixos permite otimismo, mas com bastante cautela e precaução.

“Na Série A2 tínhamos um número menor de jogadores, encontramos rápido um time, ele encaixou e teve sequência. Agora na Série B só repetimos a escalação uma vez. O Umberto começar a ter essa possibilidade e a equipe tem crescendo. Que os erros do passado não interfiram no futuro porque a partir de agora os jogos serão cada vez mais difíceis. Vamos manter os pés no chão e trabalhando firme e forte”, finaliza o volante bugrino.

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