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Louzer aponta ‘choque de realidade’ como caminho para reação

Com conversa e mudança no intervalo, técnico conseguiu ajustar o time e o Guarani foi outro no segundo tempo

Umberto Louzer disse que equipe não podia deixar de acreditar mesmo em desvantagem: 'mostramos que o time era mais capaz' (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

Umberto Louzer pode até não admitir, mas é provável que o primeiro tempo do jogo contra o Avaí tenha sido um dos momentos mais frustrantes de sua passagem como técnico do Guarani. Pudera, tudo o que ele armou especificamente pelo jogo se esfarelou em questão de minutos. Para sorte do treinador, havia tempo de corrigir e o ajuste foi certeiro. Com um segundo tempo diferente, o Bugre se recuperou e garantiu um ponto fora de casa depois de receber um ‘choque de realidade’ do treinador no intervalo.

Como não poderia ser diferente, o treinador bugrino dividiu sua análise da partida em duas partes. “O primeiro tempo foi abaixo e tínhamos que esquecer. No intervalo corrigimos, alteramos a forma de jogar e fizemos um segundo tempo brilhante. Foram 20 minutos para serem valorizados”, comentou. “Poderíamos sair com a vitória e infelizmente tomamos o gol de bola parada, mas exaltamos o espírito e a maneira com o que o time voltou para o segundo e todo o sacrifício que fez para reagir”.

Louzer explicou aquilo que, em sua visão, mais deu errado na etapa final e também detalhou como a entrada de Bruno Nazário no lugar de Baraka, logo no intervalo, não só mexeu com a forma de jogar da equipe, mas também trouxe consequências ao comportamento do adversário.

“No primeiro tempo o time não estava com a bola e não tinha circulação. Por isso a ideia de deixar Denner e Ricardinho por trás e preencher a meia com o Nazário. Ganhamos primeira e segunda bola, circulamos e dominamos o meio, além de explorar a diagonal dos corredor. Conseguimos os ajustes, fazer as movimentações e tivemos êxito para reverter o placar. Vamos levar essa forma de jogar para a sequência”.

Sobre a conversa especificamente nos vestiários durante o intervalo, o treinador revelou o tom do papo e disse que, em momento algum, deixou de acreditar na equipe. “Tinha que dar um choque de realidade do que não fizemos no primeiro tempo. Era preciso ter outro comportamento. Além do posicionamento, mostramos que o time era mais capaz do que tinha mostrado. Isso aconteceu e saímos com um ponto”, finalizou.

Agora na 7ª posição, com 16 pontos, o Guarani aguarda o complemento da 12ª rodada para saber sua real condição na classificação. Após a sequência de cinco partidas em 18 dias, o Bugre volta a ganhar um período maior de folga na tabela. O próximo compromisso acontece apenas no dia 29, contra o Boa Esporte, no Brinco de Ouro.

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