Umberto Louzer ainda alimenta esperanças de, pela primeira vez na Série B do Brasileiro, repetir a escalação do Guarani. Apesar dos problemas físicos do zagueiro Philipe Maia e do lateral-esquerdo Pará, que não treinaram na terça-feira por conta de dores no músculo adutor da coxa, o técnico disse que ainda espera um parecer definitivo sobre os atletas e almeja ter força máxima para enfrentar o Juventude, na sexta-feira, em Caxias do Sul.
A intenção do comandante bugrino é dar sequência ao time que vem atuando para aprimorar o entrosamento. Há, no entanto, a preocupação com um possível risco do quadro se agravar caso eles sejam utilizados. Por isso, só serão relacionados se estiverem em plenas condições. “Teremos que aguardar o departamento médico em relação ao Pará e ao Maia. Se os dois estiverem aptos, vamos optar pela manutenção da equipe”, disse o treinador em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
A preocupação com Pará diz respeito ao período de inatividade que o atleta vinha. Depois de atuar em novembro do ano passado pelo América-MG, o lateral-esquerdo ficou apenas treinando no início desta temporada no Cruzeiro. Louzer garantiu, porém, que não houve precipitação em utilizá-lo como titular na vitória sobre o CRB e mantê-lo na partida durante quase os 90 minutos.
“O ritmo de jogo é diferente do treinamento diário a que ele vinha sendo submetido, mas todas as avaliações feitas na parte física surpreendeu a todos nós pelo nível de força, velocidade e resistência. A opção de ele iniciar foi justamente por isso e acho que ele nos ajudou naquela partida”, disse o técnico.
Sobre a ideia de promover um rodízio nas duas partidas que o Guarani fará fora de casa, Louzer revelou que, na volta a Campinas após o jogo em Caxias do Sul, a avaliação vai determinar quem reúne condições de poder jogar também em Maceió, contra o CSA. É bem provável, no entanto, que mudanças aconteçam, principalmente se o Bugre voltar do Sul com um resultado positivo.
“Sobre a ideia de fazer rodízio, já conversei com os atletas. Falei também com os departamentos médicos, físico e de fisiologia. Após o jogo contra o Juventude, na volta para Campinas, teremos um parecer e ver os atletas mais debilitados para decidir a estratégia. A ideia é ter esse rodízio para preservar e minimizar qualquer tipo de lesão”.