Umberto Louzer chegou para a entrevista coletiva na noite deste sábado e seguiu o mesmo ritual de sempre. Antes de se sentar na cadeira, cumprimentou, um a um, todos os presentes à sala de imprensa. Dessa vez, porém, com um semblante bem diferente do habitual. A derrota por 3 a 2 no Dérbi, em pleno Brinco de Ouro, deixou o treinador do Guarani visivelmente baqueado e a primeira resposta dele foi o sinônimo disso.
“Quero começar agradecendo aos torcedores, pela nossa recepção e o apoio que nos deram do início ao fim. É o dia mais triste da minha vida, com certeza”, resumiu.
Ao avaliar a partida, o comandante bugrino admitiu que o comportamento da equipe em campo não foi condizente ao que um jogo desse tamanho pedia. “Demoramos para entrar na partida, a entender o que ela pedia. Fizemos um primeiro tempo muito abaixo do nosso normal. Conseguimos fazer o gol, mas depois permitimos ao adversário chegar em dois gols e outras oportunidades de ampliar”, opinou.
“No segundo tempo começamos um pouco mais agressivos, mas falhamos novamente, sabíamos da transição rápida que eles têm. Depois tomamos outro tipo de comportamento, diminuímos e até com chance de chegar ao marcador de igualdade, mas é levantar a cabeça. Esse sangramento é bem maior, mas temos que estancar para se recuperar o mais rápido possível”.
Louzer também reconheceu que, além de não conseguir produzir aquilo que pode, o Guarani permitiu ao adversário ficar à vontade para executar o estilo que mais sabe fazer. “Demoramos a fazer o encaixe no primeiro tempo. Não jogamos e nem pressionamos quando eles tinham a posse. Num jogo desse tamanho, quando você permite essa distância acaba pagando o preço. O comportamento demorou a ser encaixado”.
Agora, o Bugre tem pouco tempo para lamentar o tropeço no clássico, afinal volta a campo já na terça-feira para enfrentar o Criciúma, às 19h15, outra vez no Brinco. Dois dias em que será preciso muito trabalho para fazer o time se recuperar dentro da Série B.
“Temos que pensar principalmente na nossa evolução, recuperar fisicamente e emocionalmente. Uma derrota dessa tem peso maior, mas precisamos virar a página. Assim como não dimensionamos nossas conquistas, não vamos dimensionar a adversidade. Não adianta ficar chorando ou lamentando, o tempo é curto para recuperar”, concluiu.