A bola mal tinha começado a rolar para a segunda semifinal contra o XV de Piracicaba e por muito pouco o Guarani já não perdeu um de seus jogadores mais importantes. Capitão da equipe, Baraka sentiu a perna em um lance logo aos três minutos e a possibilidade de ser substituído foi cogitada. Mas o volante resistiu, aguentou a dor e permaneceu em campo o tempo inteiro. O sacrifício foi recompensado e o espírito guerreiro foi exaltado pelo jogador.
“Senti a perna em uma jogada com o Fabinho, mas era uma partida decisiva. Acho que o Denner ia entrar no meu lugar, um menino mais novo e eu não podia deixar essa responsabilidade para o companheiro, até pela nossa proposta de segurar mais eu e o Ricardinho. Tomei uma injeção localizada e fomos pro pau”, disse Baraka em entrevista exclusiva ao Nossa Taba após o jogo.
O poder de superação, para o volante, foi o grande ponto alto de um time que lutou e batalhou pela conquistada desde a primeira partida. “É o respeito pela camisa. O Marcílio sofreu uma luxação no braço, não quis sair. Ficamos até o final respeitando essa camisa. A torcida merecia o acesso e que bom que no final deu tudo certo”, comemorou.
Ao ser um dos personagens do acesso do clube, Baraka finalmente confirma a mudança de status. Da desconfiança pela passagem na rival Ponte Preta ao respeito dos bugrinos, o volante acredita que o passado ficou definitivamente para trás. “A gente vive o presente. O Guarani ficou muito tempo oscilando e tive o privilégio de estar nessa torcida. Espero que reconheçam e esqueçam o passado. É Bugrão na veia”, exclama. “O passado ficou para trás. Estou muito feliz aqui e o futebol que estou apresentando mostra minha felicidade ao vestir essa camisa”.
Depois da vaga na primeira divisão assegurada, o Guarani busca o título da Série A2 do Campeonato Paulista na final de sábado, contra o Oeste, que será disputada em jogo único no Brinco de Ouro pelo fato de o Bugre ter feito melhor campanha na somatória de todas as fases. Baraka, que fará exames mais detalhados nesta quinta-feira, vai aguardar o posicionamento do departamento médico, mas se não atrapalhar, nada que uma boa injeção resolva.