Apenas um jogador viveu todas as campanhas do Guarani desde o retorno para a Série A2 do Paulista. Utilizando a camisa 10 nas últimas quatro edições do campeonato, Fumagalli sentiu o gosto amargo da eliminação precoce em todas essas oportunidades. Em 2018, a história caminha para ser diferente. Com a classificação à próxima fase bem encaminhada – uma vitória no domingo, contra o Penapolense, é suficiente -, o meia mostra otimismo e vibra com a chance de poder encerrar a carreira com um acesso.
A ansiedade é natural, bem como a expectativa pelos jogos decisivos. No papel de jogador mais experiente e líder do grupo, Fumagalli utiliza um discurso moderado, mas não esconde a inquietude. “Passamos os últimos quatro anos sempre correndo atrás, tendo que ganhar na última rodada, torcer contra. Agora é diferente, nunca estivemos tão próximos. Mas não podemos deixar para depois, tem que garantir o quanto antes”, disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira. “Nosso grupo está bem consciente de que ainda não alcançamos nada. O primeiro objetivo é a classificação e estamos próximos disso. Em cima disso, a gente vem trabalhando e a ansiedade vai chegando na reta final, principalmente pra mim, que estou há mais tempo no clube”
Com a ideia de pendurar as chuteiras após o Estadual consolidada, Fumagalli espera coroar esse término de carreira com uma conquista e vê o time em boas condições de alcançar isso. “Espero que sim, estou muito confiante que vai acontecer. Eu tinha decidido parar no ano passado, mas pelo fato novo prorroguei a carreira mais um pouco pois via grandes chances de conquistar o acesso”, explica. “A equipe está no caminho certo. É líder da competição, futebol consistente, bonito de se ver. As chances são grandes. Se continuar com o mesmo trabalho e humildade, certeza que o Papai do céu vai abençoar e vou encerrar com o acesso e, quem sabe, o título”.
Titular do time na estreia da temporada, o meia vive situação atípica, afinal atuou em apenas seis dos doze jogos do Bugre, totalizando 106 minutos em campo. É uma circunstância diferente, mas ele vem aceitando bem e entendendo que trata-se um processo natural. “Sempre fui titular em todas as temporadas, mas o ciclo está chegando ao fim. E quem entrou na equipe deu conta do recado. O pessoal da frente está jogando bem e merecido elogios de todos”, reconhece.
Por mais que não auxilie tanto em campo, o camisa 10 não deixa de ser importante. Sempre ativo nas conversas antes e depois dos jogos nos vestiários, ele também atua como uma espécie de auxiliar do técnico Umberto Louzer. “O Umberto conversa muito comigo e me respeita muito, como eu o respeito também. Às vezes ele pergunta, eu procuro ajudar, passar algo que ele não viu. Isso é legal, ele entende minha história no clube e eu tenho apoiado, é um cara muito promissor. Mas o mais importante de tudo isso é que o Guarani está bem”.
À princípio, Fumagalli será mais uma vez reserva no domingo, mas diante da situação de Rondinelly, que já foi poupado no último jogo e tem recebido atenção especial, pode sobrar uma vaguinha na equipe, que ele quer agarrar. “Tô pronto. Se precisar, vou fazer meu melhor, entrar e ajudar o Guarani a conseguir a vitória e a classificação”, destaca. “Não sei se aguento os 90 minutos, estou sem ritmo, o único jogo como titular foi o primeiro, mas com certeza os 45 do primeiro tempo e mais 15, 20 eu suportaria bem”, conclui o meia.