Conecte-se conosco

Coletivas

Eternizado no túnel do Brinco, Fumagalli se emociona com homenagens: ‘Sou um privilegiado’

Acompanhado por familiares, meia ganha placa, camisa especial e imagem ao lado de ídolos históricos do clube

Fumagalli posa com a camisa 300 que recebeu pela marca alcançada na partida contra o XV de Piracicaba (Foto: Nossa Taba)

Ele não participou do jogo – bem que gostaria -, mas ninguém viveu tão intensamente a partida contra o Taubaté do que Fumagalli. Homenageado antes e depois do jogo pelos 300 jogos completados na última quarta-feira, o meia não conteve a emoção ao dividir o momento com os familiares. Eternizado no túnel que dá acesso ao gramado do Brinco de Ouro, o capitão bugrino voltou a declarar seu amor pelo clube, relembrou grandes momentos e se disse privilegiado por tudo que viveu.

A série de homenagens ao ídolo começou horas antes da partida, quando foi inaugurado o pôster com sua imagem do túnel que dá acesso ao campo, ao lado de outras figuras históricas que defenderam a camisa alviverde, como Careca, Amoroso e Neto. Assim que subiu para o gramado, com a camisa 300, Fumagalli foi ovacionado pela torcida presente ao Brinco e ainda viu os companheiros utilizando o número em alusão ao número de partidas feitas por ele. Depois do jogo, o meia ainda ganhou uma placa e a camisa enquadrada.

Ao lado dos pais, da esposa e dos dois filhos, Fumagalli não segurou as lágrimas. Depois, um pouco menos emocionado, falou sobre as homenagens. “Foram dias emocionantes da minha vida. Hoje (sábado) um dia especial, sem dúvida nenhuma. Foram muitas homenagens, a súmula do jogo, a placa, a imagem lá no túnel, a presença dos meus familiares. Ainda veio a vitória para coroar toda a semana que a gente viveu”, disse o jogador, antes de dar uma cornetada num companheiro. “Só fiquei bravo com o Lenon porque ele pediu para sair. De repente eu podia entrar e teve um pênalti. O Lenon nunca pede para sair e hoje pediu, mas faz parte”, brincou o meia, que ficou no banco durante os 90 minutos.

Entre os agradecimentos, Fumagalli lembrou da família, da diretoria, de companheiros e ex-companheiros, treinador e, claro, do torcedor bugrino. “Sou um privilegiado por completar 300 jogos e quero agradecer ao torcedor bugrino. Sintam-se todos abraçados. Tenho certeza que vivemos mais momentos de alegrias do que de tristeza. Falta pouco para eu encerrar minha história, mas com consciência tranquila que sempre fiz meu melhor”, destacou o sétimo maior artilheiro da história do clube, com 89 gols. “Espero terminar minha carreira com o acesso, presentear essa torcida com o Guarani na Série A1”.

Ao comentar os momentos marcantes desses 300 jogos, Fumagalli lembrou de fases boas, como o vice-campeonato paulista em 2012, também de passagens ruins, caso da Série C de 2014, quando, como capitão, teve que liderar um grupo com meses de salários atrasados e que cogitava entrar em greve. Ao falar do jogo inesquecível, ele não titubeou. “O 6 a 0 de 2016 (sobre o ABC na semifinal da Série C) foi inesquecível, o maior jogo da minha vida. Com 38 anos, fiz três gols e conseguimos reverter uma situação que muitos achavam impossível. Aquele jogo foi mágico”, relembrou.

Camisa 300
Durante a homenagem ao ídolo, o presidente Palmeron Mendes Filho revelou que a camisa 300 feita para Fumagalli será comercializada para o torcedor em edição especial. “Vamos lançar a camisa 300 com assinatura do Fumagalli, registro de autenticidade, o número 300 às costas e possivelmente a tarja de capitão. Queremos eternizar a participação do Fumagalli perante sua torcida”, declarou o dirigente. “Será um número limitado de 300 camisas e que terá um preço especial para sócios-patrimoniais e os sócios-campeões”.

 

Mais em Coletivas