Nove pontos disputados, apenas três ganhos e 10ª posição na tabela. O início de campanha do Guarani na Série A2 do Campeonato Paulista é irregular, ainda mais para quem almeja o acesso. E a cobrança, naturalmente, recai sobre o treinador. Em sua primeira experiência profissional, o técnico Umberto Louzer admite a pressão e crê que isso é natural. Na tarde desta quinta-feira, em entrevista coletiva antes do jogo contra o Água Santa, o comandante bugrino destacou o pouco tempo de trabalho como obstáculo e disse que espera ver o time em melhores condições a partir da quinta rodada.
A falta de paciência da diretoria bugrina com os treinadores no ano passado é um alerta para Louzer, mas ele diz não se preocupar tanto com isso. “Não é um privilégio só do Umberto. Qualquer profissional que exerce função de treinador tem isso. O que permite desempenhar o trabalho são os resultados, comigo não é diferente”, comentou.
Ao assumir a equipe depois da ida de Fernando Diniz para o Atlético-PR, Louzer teve cerca de duas semanas até a estreia. E, após o primeiro jogo, o Bugre entrou em campo uma vez a cada três dias. Com pouco tempo para trabalhar a equipe, as dificuldades aumentam. “Não é servir de muleta, mas tivemos jogador chegando no decorrer da preparação, até mesmo do campeonato em condições físicas e técnica abaixo. O tempo curto dificulta bastante, mas procuramos encontrar as soluções dentro do grupo para conseguir os resultados que nos dão segurança”.
Após o jogo desta sexta, o Bugre terá, pela primeira vez, uma semana cheia de preparação antes do próximo compromisso, contra o Batatais, no Brinco de Ouro. E é a partir deste jogo, válido pela quinta rodada, que o técnico bugrino acredita ver sua equipe em melhores condições. “Acredito muito na semana de trabalho. Quando você repete o que acredita, a dinâmica é melhor e as coisas fluem ao natural. Estamos abaixo do que podemos desempenhar, mas dentro de quatro ou cinco partidas a equipe vai se soltar e o encaixe será natural”, conclui Louzer.