A decisão do Tribunal Superior do Trabalho de indeferir o recurso da Maxion Empreendimentos Imobiliários e confirmar a alienação particular do Brinco de Ouro para o Grupo Magnum permite que o projeto idealizado há três anos possa começar a ganhar corpo. O empresário Roberto Graziano, porém, trata o futuro com cautela. Em entrevista publicada pelo portal Globoesporte.com, o proprietário da Magnum não demonstrou pressa para colocar em prática os próximos passos.
Pelo acordo feito na Justiça Trabalhista em 2015, a Magnum tem a responsabilidade de, além do pagamento das dívidas trabalhistas (que já está no estágio final) e de um repasse mensal de R$ 350 mil ( que será interrompido por dez meses), também construir um novo estádio, centro de treinamento e clube social antes que o Guarani deixe o Brinco.
Pelo menos quatro terrenos foram analisados ainda durante a gestão do ex-presidente Horley Senna, mas nenhuma situação avançou por conta do inbróglio judicial. Após a decisão em última instância, o empresário quer conversar com representantes do clube para analisar o que será feito.
“Não gosto de falar em valores porque poderia encarecer um terreno que temos interesse. Já vimos alguns lugares no passado, são áreas boas, de boa localização, mas só a partir de agora vamos tomar uma decisão mais concreta”, explicou. “Não havia sentido fazer um investimento se existia o risco na Justiça. Poderia ter tido uma reversão. Agora que houve o parecer em última instância, é hora de sentar com calma, ver uma área que seja interessante e fazer o investimento para que o Guarani tenha o estádio que merece”.
Em relação ao projeto que será realizado na área onde está o Brinco, Graziano admite que novas avaliações precisam ser realizadas. Se na ideia original a intenção era a construção de um shopping, torres comerciais e um hotel, o proprietário da Magnum agora nem descarta uma ‘parceria’ com a Maxion, do grupo gaúcho Zaffari que também estava na disputa pelo estádio.
“Tem espaço para participar junto, nada impede que isso aconteça no futuro. Eles (Maxion) nunca brigaram com a gente. Se quiserem sentar e discutir, a gente (Magnum) está sempre aberto. Queremos fazer o que for melhor para Campinas. Vamos fazer um novo estudo. O que fizemos já tem mais de três anos. Algo desse tamanho precisa ser estudado com muito cuidado para não ficar com o mico na mão”.