O Guarani vive dias de indefinição com mudanças em seu elenco. Esse período de incertezas gera expectativa no torcedor sobre qual será o rumo da equipe na Série B do Brasileiro, mas para Luciano Dias não é momento de fazer projeções. Durante a entrevista em que falou sobre saídas e a busca por reforços, o executivo bugrino evitou definir qual o objetivo atual e disse que o foco é buscar regularidade no campeonato.
Atualmente, o Alviverde ocupa a 9ª posição na classificação, com 16 pontos – cinco atrás do último no G4 e quatro à frente do primeiro ocupante da zona de rebaixamento. A campanha da equipe, porém, ainda é marcada pela oscilação e o risco de desmanche aumenta a incógnita.
“No futebol, a gente não tem garantia de nada, é momento. Nosso objetivo à curto prazo é buscar regularidade. Ainda não conseguimos buscar duas, três vitórias seguidas. Vejo que nesse momento precisamos ter regularidade para ter mais confiança”, afirmou o cartola.
“Nossa meta é sempre brigar lá em cima, mas esse não é o momento de afirmarmos qual o objetivo na competição. Pensamos em jogar bem, ter bons resultados e isso vai condicionar em pensar algo maior”, acrescentou.
Luciano Dias também fez elogios ao elenco e acredita que o Guarani tem possibilidades reais de melhorar no decorrer da Série B mesmo que mais atletas deixem o clube num futuro próximo.
“Nosso vestiário é bom. Dentro do campo não conseguiu resultados, mas é um grupo focado e que trabalha muito. As saídas fazem parte e alguns atletas estão colhendo o que plantaram no primeiro semestre. O grupo tem essa consciência e vai buscar uma condição boa na tabela”.
Luciano Dias também adotou cautela ao comentar sobre o projeto de cogestão de futebol. O Conselho Deliberativo teve conhecimento na segunda-feira de uma proposta feita por um grupo que engloba o empresário Nenê Zini, a Elenko Sports, a Traffic e o Grupo Rima, de propriedade de Bruno Vicintin, ex-vice de futebol do Cruzeiro.
Embora internamente a cogestão seja tratada como ‘salvação’ da temporada no clube, o dirigente pede ‘pés no chão’. “Pode ser uma alternativa, mas a prioridade é ter uma definição do que vai acontecer. Digo que costumo trabalhar com os pés no chão e não crio expectativa de algo que não aconteceu”, explicou. “O momento financeiro é de dificuldade, mas se isso (a cogestão) é bom ou não, são detalhes discutidos internamente”.