O Guarani volta a campo apenas na sexta-feira para enfrentar o Boa Esporte, mas vive uma semana agitada antes mesmo dessa partida. Os bastidores agitados no clube, com prováveis novas baixas no elenco, a interrupção do repasse mensal da Magnum e o projeto de cogestão do futebol discutido pelo Conselho Deliberativo mexem com o futuro do Bugre na Série B e o executivo de futebol Luciano Dias falou sobre vários desses assuntos em entrevista coletiva nesta terça-feira. O dirigente admitiu a possibilidade de que mais jogadores deixem o clube, mas garantiu a busca por reforços que possam repor as perdas à altura.
As iminentes saídas de Bruno Brígido e Bruno Nazário não foram confirmadas. O Alviverde ainda aguarda um posicionamento do Coritiba, dono dos direitos econômicos do goleiro, sobre a proposta feito pelo Feirense, de Portugal. No caso do meia, ainda há uma ínfima esperança de permanência.
“O Guarani sempre fez um grande esforço para continuar com o Bruno Nazário. É um jogador de extrema importância e tem nos ajudado muito, mas sabemos que é um atleta com mercado. O contrato encerra no final do mês (dia 30) e estamos tentando. Há muitas sondagens, mas não vamos desistir. Enquanto tiver possibilidade, vamos trabalhar para acontecer”, explicou.
“Sobre o Bruno Brígido, oficialmente não chegou nada até nós, mas fui conversar com ele e me relatou que houve um contato com o empresário e essa possibilidade. Se o Coritiba receber algo oficialmente terá que nos comunicar, mas até esse momento não veio nada”, acrescentou Luciano, que disse haver a possibilidade do goleiro atuar na sexta-feira.
Em relação às reposições, o executivo de futebol listou algumas posições que atualmente são mais necessárias para que o elenco fique qualificado na sequência da Série B. “Caso se confirme a saída do Bruno Brígido, teremos que buscar um goleiro. Também um zagueiro porque hoje temos quatro e pode acontecer de haver uma suspensão e alguma lesão. Ainda um atacante de lado, com a saída do Nazário e um centroavante, por causa do Anselmo. Posições que temos que observar para ver a possibilidade de contratar”.
Sobre as limitações financeiras do clube, que a partir desse mês deixa de ter o repasse mensal de R$ 350 mil da Magnum, o dirigente não acredita que seja um obstáculo capaz de atrapalhar na busca por bons nomes. Luciano Dias deu exemplos recentes dentro do próprio elenco para ilustrar que confia na capacidade do clube em se qualificar mesmo sem ter investimento.
“Isso é muito relativo. O mercado está aberto e você procura encontrar jogadores do perfil que precisa e se encaixe nessas condições. O Ricardinho jogou a Série B no ano passado, mas não foi grande destaque e aqui está correspondendo. O Rondinelly era uma aposta que não estava dando continuidade nos últimos anos. Vamos buscando jogadores com perfil ideal dentro das nossas condições. Futebol é oportunidade. Às vezes, todo mundo quer mais do mesmo, mas se pinçar e escolher bem, sempre é possível achar grandes surpresas e jogadores com potencial”, ressaltou o executivo de futebol bugrino.