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Guarani é o time que mais sofre com cruzamentos na Série B

Bola aérea é pesadelo da equipe, que já sofreu sete gols dessa maneira

Mesmo marcado por Matheus Oliveira, Thomas conseguiu o cruzamento, a defesa bugrina falhou e Mike marcou o gol da vitória do Paysandu (Ag. Macaco Velho/Paysandu)

Dos muitos defeitos apresentados pelo sistema defensivo do Guarani, a bola aérea certamente está entre os principais. E os números apontam que os adversários têm apostado bastante nessa fragilidade. Segundo dados do Footstats, o Bugre é o time que mais sofreu cruzamentos certos entre os 20 participantes do campeonato e sete dos 21 gols que a equipe tomou foram em lances assim.

Em 17 rodadas, o Alviverde lidera esse fundamento negativo tanto em números absolutos, quanto em proporção. Os rivais já acertaram 103 cruzamentos em 391 tentativas, o que equivale a 26,3% e uma média de 6,1 por partida. Desse total, 56 cruzamentos são pelo lado esquerdo da retaguarda bugrina e 47 pelo lado direito. Atlético-GO (101), Oeste (99), Figueirense (98) e CSA (96) são outros times que mais permitem bolas alçadas às suas áreas.

Com dificuldades para marcar esse tipo de lance, o time já viu sete bolas encontrarem o caminho da rede. No Dérbi, Reginaldo aproveitou escanteio cobrado por Danilo Barcelos e marcou de cabeça para, naquela altura, empatar o jogo. Diante do Goiás, foi Madison quem apareceu nas costas de Edson Silva para escorar cruzamento de Giovanni. No empate com o Avaí, o Bugre vencia por 3 a 2 até Marquinhos cobrar falta e Beltrán deixar tudo igual. Outro gol assim que tirou uma vitória do Guarani foi contra o Boa Esporte, quando Manoel desviou cobrança de falta de Kaio Cristian.

Nas últimas três rodadas, a cena se repetiu. Na vitória sobre o Coritiba, Denner não acompanhou e Guilherme Parede mergulhou para fazer o gol após levantamento de Simião. No jogo seguinte, foi Trevisan quem aproveitou cochilo da defesa bugrina após escanteio. Por fim, o Paysandu garantiu sua vitória na última terça-feira quando Thomaz colocou a bola na área, Oliveira e Edson Silva vacilaram e Mike conferiu.

No sábado, contra o Brasil de Pelotas, o Bugre enfrentará um adversário que não usa tanto desse expediente. A equipe xavante tem apenas 79 cruzamentos certos em 375 tentativas (21,1% de acerto), teve apenas 25 finalizações originadas após um levantamento na área e marcou quatro gols de cabeça.

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