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Paysandu 1 x 0 Guarani: o que as estatísticas mostram

Bugre falha de novo, se perde na estratégia e amarga mais um tropeço na Série B

Defesa bugrina ia até se virando bem e sem muitos sustos até que um erro conjunto de Oliveira e Edson Silva mudou o rumo do jogo (Foto: Ag. Macaco Velho/Paysandu)

A Série B tem se mostrado um campeonato bastante equilibrado e que geralmente premia o time que adota uma postura mais confortável em campo. Não à toa, são vários tropeços dos mandantes e as viradas são raras após 17 rodadas. Ciente dessa característica, o Guarani foi a Belém disposto a deixar o Paysandu se desesperar e, então, aproveitar a situação. O problema é que o Bugre mais uma vez falhou de maneira grosseira. E um único lance vital foi suficiente para fazer o time se perder na estratégia e amargar um novo tropeço.

Com a escalação repetida pela quarta vez consecutiva, o Alviverde foi a campo disposto a aguardar do que seria capaz o Paysandu. O jejum de oito jogos naturalmente pressionava o adversário e os visitantes sabiam que poderiam usar isso à seu favor. Com duas linhas de quatro compactas e organizadas defensivamente, o Bugre deixou o Papão propor jogo e se resguardou.

No primeiro tempo, o clube paraense teve mais a posse de bola (59% a 41%) e trocou mais passes (192 a 144), mas em momento algum foi dominante. Tanto é que o número de finalizações foi exatamente o mesmo para as duas equipes (quatro, sendo duas certas). As chances bugrinas, porém, foram mais claras. As duas caíram nos pés de Bruno Mendes, que não foi eficiente e parou no goleiro Renan Rocha.

O lado direito também foi o ponto forte dos visitantes na etapa inicial. Por ali, o time teve 51% de posse nos 45 minutos iniciais, contando sempre com a dobradinha formada por Kevin e Matheus Oliveira. Embora não tenham feito atuações exuberantes, foram dois dos mais participativos da equipe na fase ofensiva. O lateral outra vez pecou pelo baixo aproveitamento nos cruzamentos, mas deu duas assistências para finalizações, assim como o meia, que ainda terminou o jogo como o principal driblador do time (três).

Na volta do intervalo, a expectativa era de um Paysandu ainda mais pressionado e o Guarani com espaço para, enfim, encaixar a bola para marcar o gol. Foi exatamente o contrário. O Papão começou o segundo tempo mais ligado, mas não desorganizado, enquanto o Alviverde aceitou a imposição do adversário sem reagir.

Os primeiros 15 minutos foram praticamente de um time só. À exceção de uma finalização de Bruno Mendes após contra-ataque, de resto os donos da casa foram soberanos. A insistência fez com que os espaços começassem a aparecer na retaguarda bugrina e a defesa começou a dar sinais de fraqueza. Com metade dos passes do rival no período (59 a 30), o Guarani permitiu cinco finalizações, não conseguiu nenhum desarme e viu o rival ganhar campo.

A resistência durou até mais uma falha individual em dose dupla colocar a equipe em sérios apuros. Após o cruzamento de Thomas, Oliveira, de 1,89m, saiu de sua meta, não conseguiu cortar o cruzamento e Edson Silva, de 1,87m, perdeu no alto para Mike, de apenas 1,76m. No erro conjunto de goleiro e zagueiro, o atacante do Paysandu não perdoou e fez 1 a 0.

O gol mudou a chave do jogo. Não havia mais sobre o Paysandu a pressão de ter que tomar a iniciativa e se expor, enquanto o Guarani, que via sua estratégia ir relativamente funcionando, foi obrigado a sair da zona de conforto para buscar o empate. E, novamente, foi um tormento para o Bugre ter a obrigação de controlar o jogo e agredir.

Embora um pouco mais participativo, Rafael Longuine não teve jornada inspirada, enquanto Matheus Oliveira cansou e Denner não entregou nada ofensivamente. Umberto Louzer tentou usar o banco, mas, assim como em praticamente todos os outros jogos, quem entra no segundo tempo não acrescenta nada de produtivo. Mais uma vez foi assim com Guilherme e Erik, que com menos tempo em campo do que os outros atletas, conseguiram ficar entre os três jogadores que mais perderam a posse – quatro e duas vezes, respectivamente.

Nos últimos 30 minutos, o que se viu foi um Guarani desesperado e desorganizado. Sem articulação, ficou trocando passes à exaustão numa ‘zona morta’ – foram apenas 20 no último terço de campo. Além disso, bateu seu recorde de lançamentos no campeonato (53) e, quando arriscou, praticamente não levou perigo ao adversário.

Na última jogada, no entanto, ainda foi possível buscar o empate, mas a cabeçada de Marcão, que tinha endereço, encontrou as mãos de Renan Rocha e o rebote de Rafael Longuine jogou nas nuvens a oportunidade de o Bugre voltar para casa com pelo menos um ponto numa nova atuação inconsistente e condenada por um erro infantil.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Paysandu 53,3% x 46,7% Guarani
Passes certos: Paysandu 327 x 343 Guarani
Passes errados: Paysandu 58 x 41 Guarani
Finalizações certas: Paysandu 6 x 4 Guarani
Finalizações erradas: Paysandu 7 x 8 Guarani
Desarmes: Paysandu 17 x 10 Guarani
Cruzamentos: Paysandu 24 x 19 Guarani
Lançamentos: Paysandu 42 x 53 Guarani
Escanteios: Paysandu 5 x 7 Guarani
Faltas cometidas: Paysandu 13 x 14 Guarani
Rebatidas: Paysandu 32 x 53 Guarani

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