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Louzer elogia equipe mais equilibrada, mas pede ‘inteligência ofensiva’

Técnico fala sobre mudança de estilo e diz que time não pode abdicar do ataque

Umberto Louzer revelou que preocupação com gols sofridos forçou uma mudança de postura, mas não quer seu time apenas esperando os adversários (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

As duas vitórias consecutivas e boas atuações diante de Oeste e Coritiba deixaram Umberto Louzer contente, mas ainda não plenamente satisfeito com o desempenho do Guarani na Série B. Diante da mudança de estilo, o treinador elogiou o fato de a equipe estar mais equilibrada, mas destacou a necessidade do Bugre ter mais ‘inteligência ofensiva’ no jogo contra o Figueirense, nesta terça-feira.

Como mostrou o Nossa Taba, o Alviverde teve um comportamento diferente nos últimos dois compromissos. Após abrir o placar cedo, adotou uma postura mais reativa, sem tomar tanto a iniciativa e permitindo que os adversários tenham mais posse de bola. Mais sólida defensivamente, a equipe levou apenas um gol e sofreu poucos riscos.

“Gosto do futebol jogado, de uma equipe que propõe e, por isso, trabalhamos para ter essa posse, circulação e ser incisivo em busca do gol. Por outro lado, havia o incômodo de vir tomando muitos gols. Fizemos esse ajuste, tendo equilíbrio no bloco médio e, dependendo do jogo e do adversário, alternando para bloco alto ou baixo”, explica Louzer.

“Mas tem nos incomodado abdicar de ficar no campo ofensivo com posse de bola dando oportunidade do adversário jogar em cima da gente e gerando desconforto. Precisamos ter essa inteligência ofensiva, mas com equilíbrio defensivo. Em dois jogos levamos um gol, mas vamos procurar melhorar esse índice e buscar esse jogo ofensivo para em casa se impor”, acrescenta o comandante bugrino.

Com uma invencibilidade de sete partidas e em busca da terceira vitória seguida, o treinador destacou a importância do Bugre fazer mais uma vez o dever de casa em um campeonato que se desenha bastante equilibrado.

“É sempre importante confirmar em casa os três pontos. Por cultura e necessidade, quando joga em casa tem que tomar a iniciativa e ir em busca do resultado e dessa maneira vamos enfrentar o Figueirense”, afirma. “A competição está muito equilibrada. Nessa rodada, apenas três equipes venceram em seus domínios”, complementa.

Os perigos que o adversário pode apresentar também estão no radar de Louzer, afinal o Figueirense tem, na Série B, uma campanha melhor como visitante (12 pontos em sete jogos) do que em sua casa (10 pontos em oito jogos).

“Fiz questão de frisar isso aos atletas. O adversário tem jogado melhor fora de casa e nossa atenção precisa ser redobrada. O Milton Cruz (treinador) está lá desde o ano passado, conhece bem a camisa e há essa identificação com o clube e os atletas”, comenta. “É um adversário que também está na briga pelo G4, mas vamos tomar as precauções e esperamos estar numa grande noite e que todos possam levam a campo o que traçamos de estratégia”.

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