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Bugre repete escalação pela terceira vez para afirmar novo estilo

Últimas atuações mostram time com característica mais objetiva do que controladora

Umberto Louzer abriu mão de um jogador de velocidade pela esquerda para apostar em Denner: esse é um dos elementos que provocam a mudança de característica da equipe (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

Desde o início da Série B do Brasileiro, Umberto Louzer procura um time ideal para o Guarani. No início pensou ser aquele que fez sucesso na Série A2, mas a derrota no Dérbi – na única vez em que usou praticamente toda aquela base – e a necessidade constante de fazer mudanças forçaram o técnico a realizar diversos testes. Demorou, mas a sequência que o comandante esperava dar para a equipe titular chegou. Nesta terça-feira, contra o Figueirense, o Bugre vai a campo com a mesma escalação pela terceira rodada seguida não apenas pensando no entrosamento, mas também na possível afirmação de um novo estilo de jogo que difere bastante do que foi visto na temporada.

O Guarani que enfrentou Oeste e Coritiba – e de maneira inédita conseguiu duas vitórias consecutivas no campeonato – foi diferente em peças e característica. Nos primeiros meses do ano, as principais armas bugrinas eram a velocidade e a tentativa constante de imposição. O ‘DNA ofensivo’ tantas vezes abordado por Louzer se calcava muito no que produziu seu quarteto de frente, principalmente pela velocidade e movimentação de Bruno Nazário e Erik como extremos.

Veio o início da Série B e o que dava certo não funcionou mais. Em pouquíssimos momentos o Alviverde foi aquele time dominante e que sufocava o adversário. Nazário não repetiu as grandes atuações e ainda teve uma lesão pouco antes de se despedir, enquanto Erik, após cumprir três jogos de suspensão, perdeu totalmente o espaço devido ao mau desempenho.

Louzer solicitou reforços e queria jogadores de velocidade pelos lados para não ter que alterar a forma de jogar. Os nomes esperados não vieram, quem estava no plantel foi testado, mas não houve a resposta imaginada. Sem empolgar em momento algum, o time ainda deixou escapar pontos preciosos por vacilos nos minutos finais das partidas.

Com a reformulação sofrida no elenco, a equipe precisou se reinventar mais uma vez e as vitórias sobre Oeste e Coritiba apresentaram um novo estilo. Em que pese o fato de ter aberto o placar logo no início das partidas – e isso faz bastante diferença – o Guarani adotou um comportamento diferente. A equipe que gosta de propor jogo deu lugar a uma mais reativa, que trocou menos de 300 passes e teve média de 41,4% de posse de bola nesses confrontos. Isso, porém, não foi sinônimo de uma postura mais defensiva. Com 11 finalizações em média, o Alviverde é mais vertical e precisa de menos passes para conseguiu agredir o adversário.

Com vantagem no placar, o Bugre transforma o 4-2-3-1 em 4-4-2 sem a bola, com Matheus Oliveira e Denner – consolidado na faixa esquerda de campo – voltando para recompor. A entrada de Willian Oliveira qualificou a saída de jogo e tirou a sobrecarga de Ricardinho, mas sem perder pegada no meio. Mais compacta defensivamente, a equipe até tomou algum calor de Oeste e Coritiba nos finais dos jogos, mas teve organização para não sucumbir.

“Houve uma mudança de estilo até pelos jogadores que entraram e os que saíram. Varia também de um jogo a outro. Saímos cedo na frente e isso faz com que o adversário se atire mais. Acho que houve da nossa parte uma mudança de comportamento, com mais maturidade. Terminamos sofrendo pressão, mas não levamos susto. Isso é fundamental pelo que a equipe vinha passando de tomar gols no fim”, diz o volante Ricardinho.

Nesta terça-feira, o Bugre coloca em jogo contra o Figueirense sua invencibilidade de sete partidas na Série B e vai em busca da terceira vitória consecutiva para tentar entrar no G4. Com a mesma escalação dos últimos dois compromissos, o time poderá mostrar se essa ‘nova’ característica veio para ficar ou se foi apenas uma solução circunstancial.

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