Só a vitória interessava ao Guarani em Florianópolis para que o sonho do acesso continuasse vivo, mas o empate sem gols com o Figueirense trouxe um sentimento de frustração aos jogadores. É verdade que essa decepção vem de outros tropeços, mas Ricardinho não gostou nada do resultado. Para o volante, o time poderia ter conseguido algo melhor, mas o 0 a 0 refletiu o que foi o desempenho do Alviverde durante toda a temporada.
“Saímos com sabor de que poderia ser diferente. Se a gente jogasse no auge, no nosso melhor, dava para ter vencido. É o sabor que resume a nossa campanha”, disse à Rádio Bandeirantes o capitão bugrino, que completou 50 partidas com a camisa do clube na capital catarinense.
Outros jogadores também lamentaram o fato de o objetivo de alcançar o G4 não poder mais ser cumprido, mas destacaram a importância do time fazer seu papel nas últimas três rodadas do campeonato, quando cumprirá tabela e tentará, no máximo, melhorar sua colocação final.
“Resultado que a gente não queria. Viemos procurando os três pontos para continuar sonhando com acesso. Foi um jogo truncado, mas não conseguimos fazer o gol. Agora é vida que segue, trabalhar que tem mais rodadas pela frente”, afirmou o lateral-esquerdo Romário.
“Quando tinha um pouquinho de esperança, a gente se apega a ela. Sabia que tinha que vencer os quatro jogos, mas agora é terminar com dignidade e fazer o nosso melhor. A instituição está acima dos jogadores, de todo mundo. Vamos procurar representar bem o Guarani”, destacou o zagueiro Philipe Maia.
Na 9ª posição, com 50 pontos, o Bugre tem sete de desvantagem para o Avaí, quarto colocado, com mais nove em disputa. Embora possa alcançar 59, os confrontos impedem que essa possibilidade se concretize. A delegação volta de Florianópolis nesta quarta-feira e, no dia seguinte, acontece a reapresentação. No sábado, às 21h, o Alviverde recebe o ameaçado Paysandu, no Brinco de Ouro, apenas para cumprir tabela.