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Palmeron vê parceria como tendência e diz que Guarani é ‘privilegiado’ com propostas de cogestão

Presidente confirma decisão no dia 26 e exige segurança jurídica na negociação

Presidente disse que a gestão compartilhada do futebol é necessária: 'acreditamos que a nova tendência é parceria com grandes investidores' (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

As reuniões do Conselho Deliberativo para apresentação das propostas de cogestão do futebol aproximaram o desfecho da situação e, assim como o presidente do órgão, Palmeron Mendes Filho, presidente do Guarani, também aprovou os encontros. Em entrevista concedida à Rádio Central nesta quinta-feira, o dirigente bugrino destacou que a parceria é uma ‘tendência’ e disse que o clube é ‘privilegiado’ pelas propostas recebidas.

“Tenho certeza absoluta que o Guarani tem o privilégio de contar com dois grandes grupos que querem se associar a marca. É o caminho do futebol mundial, em que os principais times estão caminhando para ter um dono. Não acreditamos nisso no Guarani, nem no Brasil. Acreditamos que a nova tendência é parceria com grandes investidores”, comentou. “É unir a expertise dos clubes de futebol com grandes investidores que tem na veia o dom de fazer bons negócios”.

Após a apresentação das duas propostas ao Conselho Deliberativo, o próximo passo é que seja convocada uma assembleia de sócios para que a escolha seja realizada. Antes, porém, o presidente acredita ser necessário uma ampla divulgação para que todos tenham conhecimento das intenções de cada grupo. Além disso, o dirigente garantiu que não abre mão de segurança jurídica na negociação.

“Será definido na próxima assembleia, salvo engano marcada para dia 26, mas apenas se a coletividade bugrina tiver certeza absoluta do que está sendo decidido. Teremos uma árdua missão nesses 20 dias de dar ampla divulgação às duas propostas”, explicou.

“Paralelo a isso, a junta jurídica formulará o contrato e um pré-contrato com os dois grupos com obrigações e garantias. Precisamos ter a máxima segurança jurídica para levar para a assembleia e depois montar um time muito forte para o Campeonato Paulista”.

Acompanhando de perto todo o processo, Palmeron evitou se manifestar favoravelmente a uma ou outra proposta, mas disse que, em sua opinião, a principal preocupação do Guarani é em liquidar a dívida civil e tributária.

“Uma das propostas (Elenko e Traffic) não contempla o pagamento da dívida, mas viabiliza a manutenção das penhoras que acabarão por pagar essas dívidas. Na outra (Magnum e ASA Alumínios) existe a possibilidade de em uma eventualidade jurídica essa dívida ser paga. O Guarani tem certeza absoluta que o melhor caminho para o retorno à elite do futebol brasileiro é a quitação das dívidas o quanto antes, ou atrás da penhora ou através de um possível investidor”.

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