As noites de terça e quarta-feira marcaram mais um passo no projeto que envolve a cogestão de futebol do Guarani. Em duas reuniões realizadas pelo Conselho Deliberativo, os grupos interessados apresentaram suas propostas e tiraram eventuais dúvidas dos presentes. Presidente do Conselho, Edinho Torres aprovou os encontros e, em sua análise, vê o clube com boas opções para escolher, caso seja desejo dos associados, quem será o responsável por tocar o carro-chefe bugrino a partir do ano que vem.
Na terça-feira, o empresário Roberto Graziano foi o responsável por transmitir a proposta do Grupo Magnum, do qual ele preside, em conjunto com a ASA Alumínios. A oferta prevê o repasse de 10% das receitas brutas, mas controle de todos os setores do clube. Além disso, as decisões seriam tomadas entre Guarani e as empresas, com o clube podendo opinar, mas sem poder de veto. Além disso, a parceria teria renovação automática em caso de objetivos atingidos.
No dia seguinte, foi a vez do empresário Nenê Zini atuar como representante na apresentação da proposta realizada pela Elenko Sports e a TFM Agency (braço de representação de atletas da antiga Traffic). O grupo tem por objetivo cuidar apenas do futebol (profissional e categorias de base) e sem interferência em outros setores. A parceria prevê o repasse de 30% das receitas ao Bugre e o clube tem poder de veto em decisões referentes ao futebol. A princípio, o contrato seria válido até dezembro de 2020, mas com prorrogação por cinco anos em caso de acesso à Série A do Brasileiro.
“As duas assembleias foram muito boas e o clima dentro do Conselho excelente. São duas boas propostas. Uma de um grupo com poder financeiro maior, mas pouco conhecimento de futebol e outra de um grupo com grande conhecimento de futebol e poder financeiro menor. São propostas bem distintas, mas ficamos bem satisfeitos”, analisou Edinho Torres.
Apesar das propostas realizadas, o Conselho ainda não teve acesso aos contratos. Isso deve acontecer nos próximos dias e, a partir de então, a expectativa é da convocação de uma assembleia de sócios. A previsão é que a votação aconteça em 26 de novembro, dois dias após o término da participação do Guarani na Série B.
“Temos duas boas opções. Bastante diferentes e se a gente receber alguns detalhes de contrato que devem chegar nos próximos dias, poderemos apresentar aos sócios”, concluiu Torres.