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Conselho decide que cogestão será votada após a Série B

Propostas serão apresentadas, mas definição não acontece antes de 24 de novembro

ESPECIAL DE GOIÂNIA

A esperada reunião do Conselho Deliberativo do Guarani, ocorrida na quarta-feira e que tinha, entre outras pautas, a apresentação da proposta de cogestão do futebol por parte da Magnum e da Elenko, teve bastante polêmica e terminou com um encaminhamento do que deve acontecer nos próximos meses. Ficou decidido entre os conselheiros que os dois grupos interessados poderão levar ao conhecimento dos associados as duas propostas, mas a decisão pela parceria só acontecerá após a participação do Bugre na Série B do Brasileiro.

Em entrevista coletiva na semana passada, o presidente Palmeron Mendes Filho, um dos principais defensores da cogestão, havia dito que a deliberação das propostas aconteceria, mas que depois do campeonato, em caso de acesso, haveria uma nova votação para saber se o projeto teria continuidade.

Já a decisão do Conselho foi um pouco diferente. Ficou combinado que serão feitas mais duas reuniões para apresentação das propostas e, no dia 15 de novembro, acontecerá uma assembleia geral em que os associados poderão ouvir as intenções e tirar suas dúvidas. A decisão final, porém, só acontecerá possivelmente no dia 26 de novembro, dois dias após a última rodada do Brasileiro.

Há internamente muitas dúvidas com relação às propostas, principalmente a feita pelo Grupo Magnum em conjunto com a Asa Alumínios. Isso porque, no entendimento de alguns, não há por parte da empresa o desejo de fazer uma cogestão do futebol, mas sim a terceirização total do clube. Nesse caso, é possível que sejam solicitadas alterações na (s) proposta (s) para se encaixar no real propósito.

A ideia de deixar a decisão para depois da Série B também envolve a possibilidade de saber qual o montante de receitas o clube terá no ano que vem. Caso termine entre os quatro melhores e conquiste o acesso, o Guarani terá cerca de R$ 50 milhões de cotas de televisão pela participação no Brasileirão. Soma-se a isso valores que serão recebidos no Paulista e na Copa do Brasil, que o Bugre volta a disputar em 2019.

Pedido aceito
Ainda na reunião de quarta-feira, o Conselho Deliberativo aprovou a solicitação do Conselho de Administração contrair empréstimos e antecipar cotas junto a Federação Paulista e a Confederação Brasileira de Futebol. O valor máximo estipulado foi de R$ 3 milhões e servirá para pagamento da folha salarial até o final do ano, além de premiações por objetivos conquistados na Série B, como prometeu o presidente Palmeron Mendes Filho.

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