Por muito pouco, o Guarani não amargou um novo tropeço em casa na Série B do Brasileiro. Depois de sair na frente no primeiro tempo, o Bugre levou o empate logo depois do intervalo, entrou em parafuso e as coisas quase se complicaram após a expulsão de Rondinelly. Mas mesmo com um a menos e longe de ter uma atuação convincente, o time conseguiu a vitória com o brilho do meia Rafael Longuine e os jogadores destacaram o resultado obtido na base da superação.
“A gente lutou até o final. Perdemos o Rondinelly, mas não faltou garra. Quando não vai na técnica, vai na raça. Temos vontade e vamos almejar coisas maiores na competição”, disse o lateral-esquerdo Pará. “Começamos bem no primeiro tempo, depois tomamos o empate, mas faz parte. Bom que todo mundo estava ligado, querendo. O mais importante é a vitória”, acrescentou o atacante Erik, que entrou no segundo tempo e quase pôs tudo a perder ao cometer um pênalti que o árbitro não marcou.
O goleiro Oliveira comentou sobre a pressão recebida pelo time e ressaltou o valor que tem os três pontos para amenizar o clima conturbado. “A gente precisava da vitória, mas é um alívio até o próximo jogo porque aí tem que vencer de novo. Estamos acostumados com esse tipo de cobrança e quando a vitória vem é prazeroso. Foi uma vitória da superação”, comentou.
O zagueiro Philipe Maia, que recuperou a titularidade após quatro partidas, também comemorou o resultado e o resgate da confiança. “Foi uma vitória merecida do nosso grupo. Trabalhamos bastante, fomos eficientes no ataque e tivemos um sistema defensivo equilibrado. Feliz pelos três pontos somados na nossa trajetória, mas não ganhamos nada”.
Com a vitória sobre o Brasil, o Guarani vai a 26 pontos e, por enquanto, ocupa a nona posição. O elenco bugrino recebe folga no domingo e tem reapresentação marcada para segunda-feira, quando inicia a preparação para enfrentar o Londrina, sexta-feira, fora de casa, pela última rodada do primeiro turno da Série B.