A campanha do Guarani na Série B do Brasileiro é marcada por altos e baixos e não há prova maior disso do que o fato de o time ainda não ter conseguido vencer duas partidas consecutivas. A chance de atingir esse feito surge neste sábado e é cheio de motivação que o Bugre quer alcançar a primeira sequência de resultados positivos no confronto contra o Vila Nova, às 16h30, no Estádio Brinco de Ouro, pela 10ª rodada.
O triunfo sobre o CSA colocou o Alviverde mais perto do pelotão da frente, mas ainda não será dessa vez que a equipe poderá alcançar o G4. Por causa da vitória do Avaí sobre o Coritiba, na noite de sexta-feira, o Guarani poderá ocupar, no máximo, a quinta posição. Será possível, porém, encostar ainda mais no grupo de acesso e deixar para trás um concorrente direto, já que o Vila Nova tem um ponto a mais – 14 a 13.
Após duas partidas seguidas como visitante, o Bugre volta ao Brinco e conta com esse fator casa para se dar bem. Em quatro partidas em seus domínios no Brasileiro, o aproveitamento é de 75% – contando toda a temporada, esse número sobe para 81%.
“Sabemos da dificuldade da competição, mas o time tem feito bons jogos em casa. Em cima dessa tônica conversamos com os atletas, para vivenciar o Vila Nova, canalizar energias para esse jogo e fazer um grande jogo. Podemos crescer na competição em termos de pontuação e é importante para a confiança. O atleta se sente mais à vontade para fazermos esses processos de ajuste” – Umberto Louzer.
Além da sequência de jogos longe de casa, o Bugre sofreu com o desgaste de viagens e o técnico Umberto Louzer praticamente não teve tempo para trabalhar a equipe entre o jogo do CSA e o deste sábado. A única atividade com todo o grupo foi realizada na sexta-feira, mas com uma carga controlada para evitar problemas físicos.
Sobre a escalação, o treinador garantiu os retornos do zagueiro Philipe Maia, recuperado de um problema no músculo adutor da coxa e que substitui Éverton Alemão, e do lateral-direito Lenon, à disposição após cumprir suspensão e confirmado na equipe na vaga de Kevin.
Há apenas uma dúvida e ela mexe bastante com a forma de atuar do time. Como assegurou a permanência de Bruno Mendes entre os titulares, Louzer tem três opções para montar a equipe. Há a possibilidade de que Denner seja mantido num esquema que fortalece o meio-campo e dá liberdade aos armadores. Outra alternativa é a entrada de Anselmo Ramon, deixando o Guarani com dois centroavantes de ofício. Um terceiro caminho é o retorno de Rondinelly, fazendo com que o time atue no 4-2-3-1 utilizado desde o início da temporada.
O ADVERSÁRIO
Após um início empolgante, com direito a quatro vitórias seguidas, o Vila Nova entrou num período de oscilação que ainda não terminou. Desde que derrotou o rival Goiás, na quarta rodada, o Tigre não sabe mais o que é vitória. Dos últimos 15 pontos disputados, a equipe somou apenas dois. Mais preocupante é o fato de não ter feito nenhum gol nessas partidas – já são 469 minutos de jejum. Mesmo assim, é possível que os goianos entrem no G4, desde que voltem a vencer e o Figueirense não ganhe do Atlético-GO.
Para a partida em Campinas, o técnico Hemerson Maria deve realizar duas modificações em relação ao time que atuou no empate sem gols com o líder Fortaleza. Desfalque certo é o lateral-esquerdo Gastón Filgueiras, que fraturou a costela – Hélder é o provável substituto. No meio-campo, o capitão Geovane retorna de suspensão e deve ocupar o lugar de Moacir.
INGRESSOS
Dono da quarta melhor média de público na Série B, o Guarani conta com o apoio do torcedor nesse confronto direto. Os ingressos seguem à venda neste sábado na bilheteria do Brinco até o intervalo do jogo. Diferentemente do último compromisso, o tobogã será aberto e os preços são os mesmos já conhecidos pelos bugrinos.
Na cabeceira sul, as entradas custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Na vitalícia e no tobogã, o preço é de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). O setor mais caro é abaixo do tobogã, que custa R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Para a vitalícia, além do ingresso, é cobrado também R$ 30 pelo acesso. Torcedor com a camisa do clube paga meia-entrada em todos os setores. .
ARBITRAGEM
O trio de arbitragem é de Minas Gerais. Alexandre Vargas Tavares de Jesus apita o jogo, auxiliado por Silbert Faria Sisquim e Carlos Henrique Cardoso de Souza. O árbitro tem 29, é guarda municipal e já apitou três partidas da Série B, sendo uma delas curiosamente do Guarani contra um adversário goiano – foi na derrota bugrina para o Atlético-GO por 3 a 2, quando ele aplicou seis cartões amarelos, sendo três para cada lado.
RETROSPECTO
O retrospecto geral aponta vantagem para o Guarani. Em 19 partidas realizadas, o Bugre soma nove vitórias, contra cinco do Vila Nova, além de cinco empates. A equipe alviverde balançou as redes 26 vezes, enquanto o adversário marcou 14 gols.
Em Campinas, a supremacia bugrina é bem maior. Em nove partidas, são seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota. No ano passado, os clubes se encontraram pela Série B. No primeiro turno, em Goiânia, vitória do Vila Nova por 3 a 1. No returno, no Brinco, as duas equipes não saíram do 0 a 0.
FICHA DO JOGO
GUARANI x VILA NOVA

Bruno Brígido; Lenon, Philipe Maia, Edson Silva e Pará; Baraka, Ricardinho, Guilherme e Rafael Longuine; Bruno Mendes e Anselmo Ramon (Denner). Técnico: Umberto Louzer.

Mateus Pasinato; Maguinho, Wesley Matos, Diego Giaretta e Hélder; Geovane e Wellington Reis; Mateus Anderson, Alan Mineiro e Vinícius Leite; Felipe Silva. Técnico: Hemerson Maria.
Local: Estádio Brinco de Ouro.
Data e horário: Sábado, 9 de junho, às 16h30.
Árbitro: Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ).
Auxiliares: Silbert Faria Sisquim e Carlos Henrique Cardoso de Souza.