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Guarani inicia maratona e busca se adaptar à nova realidade

Após semanas cheias de trabalho, Bugre terá sequência de viagens e cinco jogos em 18 dias

Treinos em campo serão menos comuns nessa próxima sequência do Guarani: ajustes serão feitos mais na base da conversa (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

O Guarani teve semanas cheias de trabalho antes de cinco das sete partidas que já disputou na Série B do Brasileiro, mas agora, pelo menos por enquanto, essa situação muda um pouco. Com a viagem para Caxias do Sul, local do jogo de sexta-feira, contra o Juventude, o Bugre inicia uma maratona que envolve viagens longas e partidas em sequência e busca se adaptar à essa nova realidade para brigar entre as primeiras posições do campeonato.

A jornada começou no início da manha desta quinta-feira, com a ida da delegação para Guarulhos e, na sequência, o voo até a Serra Gaúcha. O deslocamento, entre ônibus e avião, totaliza cerca de 1.200km. Depois da partida, o Bugre volta para casa no sábado, treina na manhã de domingo e, na segunda-feira, inicia a viagem de cerca de 2.500 km até Maceió, onde enfrenta o CSA na terça-feira, às 20h30.

Depois de cruzar o país entre Sul e Nordeste, o Bugre deixa as viagens de lado por um momento, mas o tempo para treinamentos continuará escasso. No sábado, dia 9, a equipe volta a campo para enfrentar o Vila Nova, no Brinco de Ouro. Também em casa, no dia 14, o desafio é contra o São Bento.

Para fechar essa sequência de cinco partidas em 18 dias, o Bugre ainda vai a Florianópolis, no dia 19, para enfrentar o Avaí. O jogo seguinte é contra o Boa Esporte, em Campinas, mas a data ainda não foi definida, afinal a CBF não desmembrou a tabela a partir das 13ª rodada.

O técnico Umberto Louzer admite a preferência por ter mais tempo para trabalhar, mas diz que o time precisa saber superar as adversidades. “Ficamos num período de semanas abertas e isso gerou um pouco de incômodo. É um pouco contraditório porque muitos querem treinar, outros preferem jogar. A tabela já estava traçada dessa forma. Na semana cheia procuramos aproveitar bastante e nessa maratona também temos que trabalhar”, analisa.

Uma série de jogos em poucos dias logicamente provoca atenção maior com a parte física dos atletas. A preocupação com possíveis lesões é natural, mas o treinador garante que há um monitoramento detalhado para determinar quem está em melhores condições para ir a campo.

“O tempo de recuperação será diminuído e precisamos da consciência dos atletas. A fisioterapia também tem suas formas de recuperar de forma intensificada. Será pouco tempo de treinamento e mais conversa para que possamos fazer os ajustes, manter evolução e atingir os objetivos”.

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