O Guarani apresentou na última semana a seu Conselho Deliberativo e associados o Balanço Patrimonial e as demonstrações financeiras referentes ao ano de 2017. No período, foi registrado um déficit total de R$ 6,2 milhões, cerca de R$ 5 milhões a menos do que o do período anterior, quando o Alviverde fechou o ano com saldo negativo de R$ 11,2 milhões. O clube, porém, considera um déficit de 1,6 milhão no exercício, já que os R$ 4,6 milhões restantes são frutos da depreciação do patrimônio.
As contas apresentadas pelo Conselho de Administração acompanhadas do relatório de auditores independentes foram aprovadas por unanimidade no Conselho Deliberativo e com ressalvas pelo Conselho Fiscal.
Em 2017, o Bugre teve um faturamento total de R$ 14,5 milhões. Desse total, quase R$ 8 milhões foram de cotas de transmissão, pouco mais de R$ 2 milhões de patrocínio, R$ 465 mil de cessão de atletas e R$ 756 mil referentes ao programa de sócio-torcedor, entre outras receitas. Por outro lado, as despesas totalizaram R$ 20,7 milhões. Desse montante, quase R$ 6 milhões destinados a salários e encargos do departamento de esportes, mais de R$ 4,2 mi de direitos de imagem, além de outras obrigações.
Além disso, o Balanço traz outras informações importantes. Segundo ele, o complexo das instalações do Estádio Brinco de Ouro, arrematado pela MMG Consultoria de Assessoria Empresarial, pertencente ao Grupo Magnum, está avaliado pelo saldo líquido de R$ 346,2 mi em 31 de dezembro de 2017. E que o clube já recebeu a critério de antecipação de VGV (Valor Geral de Venda) perante a MMG o montante de R$ 78.256 mi, que foram utilizados para o pagamento do passivo trabalhista a manutenção das atividades do clube.
Por fim, o documento apresenta a porcentagem que o Guarani possuía nos direitos econômicos de seus atletas no final do ano passado. Entre aqueles formados na base e que atualmente estão treinando no elenco profissional, o clube tem 100% dos laterais Salomão e Bruninho do volante Matheus Gomes e do goleiro Carlão, 80% de Elias, Gabriel Poveda e Serafim e 70% de Passarelli.
Em seu parecer, o Conselho Fiscal fez algumas ressalvas. Uma delas é de que houve descumprimento do prazo estabelecido no Estatuto do clube, que prevê a realização de uma Assembleia Geral para análise dos relatórios contábeis em Março. No entanto, é salientado que ‘não houve maiores prejuízos diante da realização da Assembleia no mês de Abril, o que possibilita a divulgação e a publicação do Balanço Patrimonial em jornal, tal qual determinado em lei.
Outras análises feitas pelo Conselho dizem respeito a intempestividade nas demonstrações, possíveis inconsistências contábeis, a desatualização do Portal de Transparência implantado no site oficial do clube, além da falta de um relatório detalhado sobre o investimento feito nas categorias de base, bem como sobre o valor pago de direito de imagem a cada um dos atletas vinculados ao clube.
Em conclusão, o Conselho Fiscal, que não contou com um de seus representantes no dia da reunião, emitiu o parecer opinando sobre a aprovação com ressalvas das contas apresentadas pelo Conselho de Administração.