Um pouco antes do apito final do árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo, o sistema sonoro do Barão de Serra Negra informou que os torcedores do Guarani teriam que aguardar alguns minutos para irem embora até que toda a torcida mandante fosse embora. E isso causou confusão, já que os donos da casa, de fora do estádio, atiraram pedras e outros objetos em direção à arquibancada visitante.
A situação gerou instante de apreensão, afinal os bugrinos queriam deixar imediatamente o local, mas a Polícia Militar, alegando medidas de segurança, formou uma barreira impedindo a saída. Um torcedor foi ferido levemente e teve que ser atendido no gramado e a bronca foi grande, com muitas reclamações e gritos de ‘vergonha’.
O presidente do Guarani, Palmeron Mendes Filho, teve que se aproximar das arquibancadas para pedir calma e comentou sobre o episódio. “A torcida do XV saiu mais cedo e está jogando pedra do lado de fora na nossa torcida. A Polícia Militar está segurando a saída e eu até concordo, mas tem que fazer policiamento do lado de fora, também. Nossa torcida está tranquila, aguardando o jogo de volta e eles estão jogando pedra”.
A liberação da torcida do Guarani aconteceu apenas por volta das 23h, mas, na saída, ainda era possível ouvir, de dentro do estádio, alguns rojões sendo estourados. Minutos depois, a situação nos arredores do Barão da Serra Negra foi controlada totalmente.
O episódio após a partida manchou um pouco a bela festa feita pelas duas torcidas. Os 10.953 pagantes e 11.523 presentes garantiram o melhor público da Série A2, superando o da vitória do Guarani sobre o Penapolense. Dos dois lados, durante o jogo, houve a tradicional provocação, mas incentivo a todo momento.
Na quarta-feira, a expectativa é de que, no Brinco de Ouro, esse recorde seja batido. A diretoria bugrina colocou carga máxima à disposição – pouco mais de 18 mil ingressos -, que já estão sendo vendidos. Após o 0 a 0 no jogo de ida, quem vencer garante o acesso, ao passo que uma nova igualdade leva a disputa para os pênaltis.