Artilheiro do Guarani em praticamente todas as temporadas que disputou com a camisa do clube, Fumagalli precisou da nona partida para finalmente marcar seu primeiro gol em 2018. E o lance que abriu caminho para a vitória por 2 a 1 sobre o Votuporanguense, no sábado, emocionou bastante o meia, principalmente pelas circunstâncias do jogo. Escalado pelo técnico Umberto Louzer no time misto que foi a campo pela última rodada da Série A2, o capitão bugrino pode ter sido titular e balançado a rede pela última vez na carreira, que termina daqui a dois ou três jogos.
O camisa 10 deixou sua marca logo aos dez minutos naquela que talvez seja sua principal especialidade. Com categoria, Fumagalli converteu a 36ª cobrança de pênalti pelo Bugre – foram apenas três erros – e chegou ao gol de número 90 com a camisa Alviverde. Sétimo maior artilheiro da história do clube, ele está a três de Roberto Caco, o sexto da lista.
Assistido pelos familiares presentes ao Brinco de Ouro, o jogador não conteve as lágrimas durante a comemoração com os companheiros. “Fiquei muito contente e emocionado por ter feito o gol. Foi importante demais. O término da carreira está chegando e hoje (sábado) meus filhos, pais, sogro, sogra, todo mundo estava presente para acompanhar um dos meus últimos jogos”, disse o meia após a partida.
O gol não foi o único lance de protagonismo de Fumagalli durante a partida. Ainda no primeiro tempo, o ‘quarentão’ levantou a torcida ao dar um corte desconcertante em seu marcador dentro da área antes de tentar um passe e, no comecinho da etapa final, deu a assistência para Pedro Bortoluzo marcar o segundo do Guarani. Substituído aos 23 minutos por Caíque, o ídolo deixou o campo, como acontece todas as vezes, ovacionado pelo torcedor.
Com o Bugre classificado para a semifinal da Série A2, o meia terá, no mínimo, mais duas oportunidades de atuar antes de pendurar as chuteiras caso seja acionado nos jogos contra o XV de Piracicaba. Ainda há a possibilidade de um ‘bônus’, que seria a grande decisão do campeonato se o time conseguir a vaga.
O acesso, a propósito, é obsessão do capitão, que sonha com essa conquista para encerrar sua trajetória profissional com chave de ouro. A confiança é grande, mas proporcional ao pé no chão que o atleta mais experiente do elenco pede aos colegas de time. “O ambiente do grupo é muito bom, saudável entre os jogadores. Está gostoso e esperamos conseguir o objetivo principal, que é o acesso. Ainda não ganhamos nada. Tem que manter a humildade, controlar a ansiedade e trabalhar forte para, nesses dois jogos, alcançar o tão sonhado acesso por todos e recolocar o Guarani na Série A1”.